Cotação de seguro auto · grátis
Talvez o seguro não esteja caro. Talvez você esteja olhando a seguradora errada.
Comparamos o seu perfil em até 18 seguradoras de uma vez. Mesmo carro, mesma cobertura, mesma franquia — e ofertas até 38% mais baratas.
Mais de 20 anos ajudando a encontrar o seguro que cabe no bolso.
Seguradoras que entram na sua cotação
Por que o Meu Seguro Mais Barato
12x sem juros, sem travar o limite
A cobrança vem mês a mês no cartão. Não é uma compra única que prende o seu limite inteiro de uma vez.
Menos de 10 reclamações
Em mais de 20 anos e mais de 10 mil clientes atendidos. Selo RA Verificada no Reclame Aqui.
Ninguém vai te ligar
Os preços aparecem na sua tela. Se quiser falar com um corretor, você chama. Não é o contrário.
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WhatsApp, telefone ou e-mail. Você escolhe o canal e o horário, e fala com gente de verdade.
Todo o Brasil
Atendemos de qualquer CEP, sem depender de ter uma agência na sua cidade.
Cabe no seu bolso
Comparar não custa nada, e contratar com a gente não deixa o seguro mais caro. A corretagem já está no preço da seguradora.
2em3
Dois em cada três que chegam aqui estão sem seguro
O preço aumentou. A conta apertou. Em algum momento, o seguro deixou de caber.
Só que o preço que uma seguradora te deu não é o preço do seu carro para todas as outras.
Roubo e furto
Não perca o carro por não conseguir pagar um seguro
308.440veículos roubados ou furtados no Brasil em 2025
São 845 por dia. Trinta e cinco a cada hora. Foram 104.491 roubos e 203.949 furtos registrados pelas polícias estaduais.
Se o seguro completo não cabe no seu mês agora, existe a cobertura só de roubo e furto.
Na nossa base, ela custa cerca de um terço a menos que a cobertura completa para o mesmo carro. Não protege contra batida, mas protege contra perder o carro de vez — e é melhor que ficar sem nada.
Ela já vem na mesma cotação, lado a lado com as outras. Você vê as duas e decide qual cabe.
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (dados de 2025), tabela 11 — Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com registros das Secretarias Estaduais de Segurança.
É assim que o resultado chega para você
As ofertas aparecem lado a lado, com franquia e cobertura à mostra, e o valor da parcela em destaque. Você compara e escolhe — ninguém escolhe por você.
- mais barata Seguradora A Franquia R$ 2.400 · 100% FIPE · carro reserva 15 dias R$ 182por mês em 12xR$ 2.180 no ano
- Seguradora B Franquia R$ 2.100 · 100% FIPE · carro reserva 30 dias R$ 231por mês em 12xR$ 2.770 no ano
- Seguradora C Franquia R$ 2.400 · 100% FIPE · sem carro reserva R$ 317por mês em 12xR$ 3.800 no ano
- Seguradora D Franquia R$ 2.400 · 100% FIPE · carro reserva 7 dias R$ 498por mês em 12xR$ 5.980 no ano
Entre a primeira e a última oferta da mesma cotação, mais de R$ 300 por mês de diferença — pelo mesmo carro, com a mesma cobertura.
Exemplo do formato do resultado, com a dispersão de preço que medimos na nossa base. O preço do seu carro depende do seu perfil, do seu CEP e da sua classe de bônus.
A gente se chama Meu Seguro Mais Barato. E você não precisa escolher o mais barato.
Preço importa, mas não é a única coisa que pesa. Seguradora pesa. Franquia pesa. Cobertura pesa. Dormir tranquilo pesa.
Por isso a gente não escolhe por você. Coloca as opções lado a lado e você decide.
Fiquei impressionada com a qualidade do atendimento. Personalizei o seguro do jeito que eu queria e ficou muito mais barato que no meu antigo corretor.
“Mas se é tão mais barato, tem pegadinha?”
Preço baixo é uma coisa. Cobertura ruim é outra.
Cada seguradora calcula o risco de um jeito próprio. O mesmo motorista, no mesmo carro, no mesmo CEP, recebe preços muito diferentes de empresas diferentes: para uma, o seu perfil é caro; para outra, é barato. É exatamente por isso que comparar muda tanto o valor final.
Preço menor também não torna o contrato menos válido — todas as seguradoras que entram na sua cotação são reguladas pela SUSEP, e o que vale na hora do sinistro é o que está escrito na apólice.
O que você não pode é escolher olhando só o preço. Antes de decidir, compare seguradora, cobertura, franquia e assistência — tudo aparece lado a lado, na mesma tela, antes de você fechar qualquer coisa.
Seguro auto é o contrato em que uma seguradora assume o prejuízo do seu carro — colisão, incêndio, roubo, furto e eventos da natureza — e também o que você causar a terceiros, em danos materiais, corporais e morais. Quanto custa: no nosso multicálculo, a melhor oferta para um carro de R$ 40 a 80 mil fica em torno de R$ 191 por mês, e para um de R$ 80 a 150 mil, em torno de R$ 206 por mês — preço do próprio mercado, medido em mais de 55 mil comparações dos últimos 12 meses. O que mais mexe no valor final não é o carro: é a seguradora escolhida. Na mesma cotação, com a mesma franquia e cobertura de 100% da tabela FIPE, a oferta mais barata ficou 38% abaixo das outras. Cotar em até 18 seguradoras leva poucos minutos, é grátis e não exige nenhum documento.
A diferença entre a oferta mais barata e as outras, medida
Na mesma cotação, para o mesmo carro, com a mesma franquia e cobertura de 100% da tabela FIPE, a oferta mais barata ficou 38% abaixo das demais ofertas que voltaram. Em dinheiro, isso deu R$ 1.438 por ano.
Não é estimativa nem promessa: é a mediana de mais de 55 mil comparações feitas no nosso multicálculo nos últimos 12 meses, dentro de um acervo de mais de 1,1 milhão de ofertas de seguradoras já registradas. Mediana quer dizer que metade das comparações ficou acima desse valor e metade abaixo.
A maior diferença que já observamos numa renovação passou de R$ 5.000. É exceção, e você não deve esperar isso. O que se pode afirmar com segurança é o contrário: pedir preço a uma seguradora só, ou renovar no automático, costuma custar dinheiro — e o tamanho desse dinheiro está medido acima.
Quanto custa um seguro de carro
Não existe tabela de preço de seguro auto no Brasil. Nenhuma seguradora publica uma, e é por isso que a busca mais frequente do assunto — quanto custa o seguro de um carro de 30, 50 ou 100 mil reais — quase nunca encontra resposta com fonte.
Como não existe tabela pública, medimos a nossa. Selecionamos mais de 55 mil comparações de cotações reais dos últimos 12 meses — mesma cobertura, 100% da tabela FIPE — e olhamos qual foi a melhor oferta que apareceu na tela em cada faixa de valor de veículo. Não é média de mercado nem estimativa: é o preço que as seguradoras efetivamente ofereceram.
E o resultado contraria a intuição: o seguro quase não acompanha o valor do carro. Um carro cinco vezes mais caro não paga cinco vezes mais. Repare na largura de cada linha da tabela: dentro da faixa de R$ 80 a 150 mil, o preço vai de R$ 146 a R$ 308 por mês — a variação dentro da mesma faixa é maior que a diferença entre as faixas. Na prática, o seu perfil, o seu CEP e o seu bônus pesam mais no preço do que o valor do seu carro. É por isso que só cotando dá para saber.
| Valor do carro | A partir de | Preço típico | Chega a |
|---|---|---|---|
| até R$ 40 mil | R$ 114 | R$ 144 | R$ 190 |
| R$ 40 a 80 mil | R$ 142 | R$ 191 | R$ 266 |
| R$ 80 a 150 mil | R$ 146 | R$ 206 | R$ 308 |
| acima de R$ 150 mil | R$ 195 | R$ 270 | R$ 427 |
Valores por mês, em 12x. “A partir de” e “chega a” marcam onde ficam um quarto das cotações de cada lado; o preço típico é a mediana. Base: mais de 18 mil cotações dos últimos 12 meses com ao menos três seguradoras respondendo, mesma cobertura e 100% da tabela FIPE.
Leia com cuidado. Esse percentual é de 2020 e vale para a cobertura de casco de uma média nacional. O seu preço pode ficar bem abaixo ou bem acima dele, porque depende do CEP onde o carro dorme, da idade e do histórico do condutor, do modelo e da versão, da franquia escolhida, das coberturas contratadas e da sua classe de bônus. Nenhuma média responde pelo seu caso. A única forma de saber o seu número é cotar — e a cotação é grátis.
O preço do seguro caiu. Quem renovou no automático provavelmente não sentiu.
O IBGE mede o preço do seguro de carro todo mês, dentro do IPCA, no subitem Seguro voluntário de veículo. O acumulado em 12 meses até agosto de 2026 é de −9,24%, e a série está negativa em 11 dos últimos 12 meses.
Isso não significa que o seu seguro ficou mais barato. Significa que o mercado se mexeu, e que a apólice que você renovou sem cotar foi precificada na régua do ano passado. Se você renova no automático há dois ou três anos com a mesma companhia, a chance de estar pagando acima do que o mercado cobra hoje pelo seu perfil é real — e, pela nossa própria medição, a distância entre a oferta mais barata e as demais na mesma cotação tem mediana de 38%.
Cotar antes de renovar não custa nada e não obriga a nada. Se a sua seguradora atual continuar sendo a melhor, você renova com ela sabendo por quê.
Como funciona a cotação de seguro auto
São quatro passos, e nenhum deles pede documento. O simulador de seguro de carro é gratuito e você só decide alguma coisa quando os preços já estiverem na tela.Você informa a placa
A placa já traz marca, modelo, ano e versão do carro, o que evita você digitar tudo. Se ainda não tem o veículo ou não sabe a placa, dá para escolher o modelo na lista e seguir do mesmo jeito.
A gente cota em até 18 seguradoras
O mesmo perfil vai, ao mesmo tempo, para até 18 companhias. Você não repete os seus dados em site após site para descobrir quem cobra menos pelo seu carro e pelo seu CEP.
Você compara lado a lado
Preço, franquia, percentual da FIPE usado na indenização, limites de responsabilidade civil e assistências — tudo das ofertas que voltaram, na mesma tela. Mais de 1,1 milhão de ofertas estão registradas nesse multicálculo.
Fecha online ou com um corretor
Dá para contratar sozinho, pelo celular, sem falar com ninguém. Se preferir conversar antes, um corretor da casa assume a partir daí — e continua com você durante toda a vigência da apólice.
Cotamos em até 18. Na média, 5,9 respondem com preço.
Todo mundo anuncia o número de seguradoras e deixa você acreditar que vai receber todos aqueles preços. Não vai — nem aqui, nem em lugar nenhum.
Quando mandamos um perfil para o multicálculo, ele vai para até 18 seguradoras e, na média, 5,9 voltam com preço. O resto recusa ou não responde, porque cada companhia tem critério próprio de aceitação por modelo de carro, por CEP de pernoite e por perfil do condutor. Uma recusa um risco que a outra aceita sem pestanejar.
Isso não é defeito da comparação: é exatamente o motivo dela existir. Se todas cobrassem o mesmo, bastaria pedir preço a uma. Como não cobram, e como nem todas aceitam o mesmo risco, comparar é a única forma de descobrir quem quer o seu carro e por quanto.
Seguradoras que entram na cotação
Estas são as companhias de seguro auto do nosso multicálculo. Quais delas vão responder com preço depende do carro, do CEP e do perfil do condutor — e é aí que nasce a diferença de valor entre uma oferta e outra.O que o seguro auto cobre

Cobertura compreensiva (casco)
A mais contratada. Responde por colisão, capotagem, incêndio, explosão, roubo e furto do seu carro, incluindo a indenização em caso de perda total. É a cobertura que protege o seu próprio veículo.
Danos a terceiros (RCF-V)
Cobre o prejuízo material, corporal e moral que você causar a outra pessoa: o carro que você bateu, o muro ou poste derrubado, despesas médicas de feridos e indenizações fixadas pela Justiça. O limite é escolhido por você na contratação.
Assistência 24 horas
Guincho, chaveiro, pane seca, troca de pneu e transporte. É a parte do seguro que mais se usa no dia a dia, e usar assistência não é sinistro: não derruba a sua classe de bônus. O raio de atendimento em quilômetros vem definido na apólice.
Carro reserva
Um carro para você usar enquanto o seu está na oficina depois de um sinistro coberto. O prazo em dias e a categoria do veículo estão escritos na apólice — confira esse número antes de fechar, porque ele muda bastante de pacote para pacote.
Vidros, faróis, lanternas e retrovisores
Cobertura à parte, com franquia própria e bem menor que a do casco. Vale para para-brisa, vidros laterais, traseiro, faróis, lanternas e retrovisores. Acionar essa cobertura normalmente não conta como sinistro para efeito de bônus.
Enchente, alagamento, granizo e queda de árvore
Os chamados eventos da natureza costumam estar dentro da cobertura compreensiva, mas não em todas as companhias e nem em todos os pacotes. Se você mora em área que alaga, confirme a cláusula por escrito antes de fechar.
Coberturas e ajustes opcionais
Dá para deixar a apólice mais completa ou mais enxuta. Estes são os ajustes mais pedidos na hora de cotar seguro auto.Acidentes pessoais de passageiros (APP)
Indeniza morte ou invalidez permanente de quem estava dentro do carro, incluindo o condutor. É uma cobertura barata e frequentemente esquecida na hora de comparar propostas.
Responsabilidade civil ampliada
Aumenta o limite para danos materiais, corporais e morais causados a terceiros. Vale pensar nisso com calma: o valor do carro que você pode atingir não tem relação nenhuma com o valor do seu.
Uso para aplicativo
Quem roda para Uber, 99 e semelhantes precisa declarar. É outra categoria de risco e tem preço próprio. Sem a declaração, a seguradora pode negar a cobertura justamente no sinistro em que você mais precisa dela.
Somente roubo e furto
Apólice mais enxuta, sem cobertura de colisão. Faz sentido para carro mais antigo, para quem tem garagem e roda pouco, ou quando o orçamento está curto e o medo maior é perder o carro inteiro.
Somente danos a terceiros
Cobre o prejuízo que você causar a outra pessoa, sem cobrir o seu próprio carro. É a alternativa mais barata para quem não quer proteger o veículo, mas não quer correr o risco de uma indenização judicial.
Rastreador
Em alguns modelos e perfis a seguradora só aceita o risco com rastreador instalado; em outros ele é opcional e pode reduzir o preço. Se aparecer como exigência na sua cotação, o custo do equipamento entra na conta.
O que o seguro auto não cobre
Quase ninguém escreve esta parte, e é justamente ela que evita briga na hora do sinistro. As exclusões exatas estão nas Condições Gerais da apólice de cada companhia, mas estas se repetem no mercado inteiro:- Pane mecânica e elétricaSe o motor, o câmbio ou a parte elétrica pararam de funcionar por desgaste ou defeito, o conserto não é indenizado. O que o seguro oferece nesse caso é a assistência 24 horas: guincho, socorro no local e reboque até a oficina. O reparo em si é seu.
- Desgaste natural e falta de manutençãoPneu careca, embreagem gasta, pastilha no fim, corrosão, pintura desbotada. Seguro cobre evento súbito e imprevisto, não a passagem do tempo.
- Condutor sem habilitação válida ou sob efeito de álcool e drogasDirigir embriagado, drogado ou sem CNH válida está entre as exclusões clássicas das Condições Gerais. Vale também quando o carro foi entregue a alguém nessas condições.
- Dolo e agravamento intencional do riscoDano provocado de propósito, fraude na declaração do perfil ou informação falsa sobre quem dirige e onde o carro dorme. Perfil declarado errado é a causa mais comum de recusa de indenização — e é evitável na cotação.
- Uso diferente do declaradoCarro declarado como particular e usado para aplicativo, frete, entrega, transporte de passageiros, aula de autoescola, competição ou prova de velocidade. Se o uso mudou, é preciso fazer endosso.
- Carga transportada e objetos deixados dentro do carroBagagem, celular, notebook, ferramenta de trabalho, som instalado sem declarar, equipamentos e acessórios não relacionados na apólice não entram na indenização do veículo.
- Multas, IPVA e despesas de trânsitoO seguro é do carro e da responsabilidade civil. Tributo, multa, licenciamento e guincho de apreensão por infração são despesas suas.
- Danos fora da área de cobertura contratadaApólice brasileira não cobre automaticamente viagem a países vizinhos. Para Argentina, Uruguai, Paraguai e os demais países do Mercosul existe o Seguro Carta Verde, que é contratado à parte.
Franquia: o que é, quem paga e quando

Franquia é a sua participação obrigatória no conserto do próprio carro em um sinistro parcial. O valor fica definido na apólice, no momento da contratação, e você só descobre que ele importa no dia em que precisa usar o seguro — por isso vale comparar franquia junto com preço, nunca preço sozinho.
O exemplo que o próprio Google exibe hoje no topo da busca por o que é franquia seguro auto: se o conserto custa R$ 5.000 e a sua franquia é de R$ 1.500, você paga R$ 1.500 e a seguradora paga os R$ 3.500 restantes.
Três pontos que quase nenhuma página explica, e que são conhecimento de corretor:
- Você paga depois, não antes. A franquia é paga na conclusão do reparo, direto à oficina que recuperou o veículo — não é um depósito prévio à seguradora.
- Não há franquia em perda total, roubo e furto sem recuperação. Nesses casos a indenização é integral, conforme o percentual da FIPE contratado.
- Você não paga franquia para consertar o carro do terceiro. A franquia existe para reparo no seu veículo. O prejuízo causado a outra pessoa é pago pela cobertura de responsabilidade civil, dentro do limite escolhido.
São três formas de negociar o mesmo risco, e a escolha muda o preço da apólice:
| Tipo | O que acontece com o preço do seguro | O que acontece se você bater |
|---|---|---|
| Normal (básica) | É o valor padrão definido no contrato | Você paga a franquia padrão da apólice |
| Reduzida | Fica mais caro | Você paga menos no momento do conserto |
| Majorada (ampliada) | Fica mais barato | Você paga bem mais no momento do conserto |
Existe um mercado inteiro vendendo um produto separado chamado seguro franquia, que reembolsa esse valor. Antes de comprar mais um produto, saiba que dá para resolver o mesmo problema de graça na contratação: escolhendo a franquia reduzida. Na cotação, você vê as duas versões com preço e decide qual compensa para você.
Quando vale a pena acionar o seguro

Acionar o seguro por um dano pequeno costuma ser mau negócio, e essa conta ninguém faz por você. Ela tem três variáveis: o valor do conserto, o valor da franquia e a classe de bônus que você perde na próxima renovação.
Abaixo, a comparação usando a mesma franquia hipotética de R$ 1.500 do exemplo acima. Os valores de conserto são hipóteses para ilustrar a conta, não preços de mercado.
| Conserto | Quanto a seguradora paga | Quanto você paga | Compensa acionar? |
|---|---|---|---|
| R$ 900 | Nada | R$ 900 | Não. Abaixo da franquia, o seguro não entra |
| R$ 1.800 | R$ 300 | R$ 1.500 | Quase nunca. Você economiza R$ 300 e perde a classe de bônus |
| R$ 5.000 | R$ 3.500 | R$ 1.500 | Sim, na maioria dos casos |
| Perda total, roubo ou furto | A indenização integral contratada | Nada | Sim. Não há franquia a pagar |
Uma referência para dimensionar: na última medição oficial da SUSEP (AUTOSEG, 2º semestre de 2020), a indenização média por sinistro de casco foi de R$ 3.603. É para isso que a franquia existe — ela mantém o seguro fora dos reparos pequenos, e é isso que segura o preço da apólice para todo mundo.
Não conta como sinistro usar a assistência 24 horas — guincho por pane, chaveiro, troca de pneu — nem, na maioria das companhias, acionar a cobertura de vidros. Esses usos não derrubam a sua classe de bônus.
Classe de bônus: o desconto que você carrega
Classe de bônus é a pontuação que a seguradora dá a quem passa um ano sem acionar o seguro. Quem contrata pela primeira vez começa na classe 0, sem desconto. A cada renovação sem sinistro indenizado, sobe uma classe. A escala vai de 0 a 10 na maioria das companhias, e quanto maior a classe, maior o abatimento no preço da renovação.
O que derruba a classe de bônus é a seguradora pagar alguma coisa por você: uma batida indenizada, um roubo, um furto. Serviços de assistência — guincho, chaveiro, pane seca — não tiram ponto nenhum.
Três coisas que decidem dinheiro de verdade:
- O bônus tem prazo. Ele precisa ser aproveitado dentro de uma janela contada a partir do vencimento da apólice anterior. Se você deixa o seguro vencer e fica meses sem contratar, a classe regride e pode voltar a zero. Confirme o prazo exato com a companhia antes de deixar a apólice vencer.
- O bônus é seu, não da seguradora. Ao trocar de companhia, você leva a classe de bônus, comprovando com a apólice anterior. Por isso a apólice antiga é pedida na contratação: sem ela, o desconto pode não ser aplicado.
- O bônus não é o preço. Uma classe alta na companhia cara pode custar mais que a classe 0 na companhia que quer o seu perfil. Compare o valor final, não o percentual de desconto.
A sua classe atual está escrita na sua apólice em vigor. Se não achar, o corretor consulta para você.
Sinistro, perda total e os 100% da tabela FIPE

Sinistro é o uso de uma cobertura da apólice — a batida, o roubo, o furto, o incêndio, o alagamento. Não é o acidente em si: é o acionamento da garantia contratada para aquele evento.
Perda totalUm carro é considerado perda total quando o conserto ultrapassa o percentual do valor do veículo definido nas condições da apólice, comumente 75%, ou quando ele não tem mais como ser recuperado. Nesse caso não há reparo nem franquia: a seguradora indeniza e fica com o salvado.
O que significa indenizar a 100% da FIPEA indenização de perda total, roubo e furto é calculada sobre a tabela FIPE do modelo na data do sinistro, multiplicada pelo percentual que está escrito na sua apólice. Esse percentual pode ser 100%, e também pode ser 95%, 90% ou menos — e é exatamente aí que muita proposta fica barata sem parecer.
Compare sempre o mesmo percentual. Uma proposta a 90% da FIPE para um carro de R$ 50.000 entrega R$ 5.000 a menos que uma a 100% no dia do roubo. Foi por isso que a nossa medição de 38% de diferença foi feita com a franquia igual e 100% da FIPE nas duas pontas: comparar preço com cobertura diferente não compara nada.
Como acionarComunique a seguradora assim que possível, pelo aplicativo, telefone ou WhatsApp da companhia — os canais de sinistro estão na sua apólice. Tenha em mãos a CNH do condutor no momento do evento, o CRLV do veículo, fotos dos danos e o boletim de ocorrência quando houver roubo, furto ou vítima. Depois vem a vistoria e o direcionamento à oficina. A apólice é emitida pela seguradora e o sinistro é aberto com ela — a corretora acompanha o processo com você.
O que define o preço do seu seguro

Não existe tabela porque não existe um preço só. Cada seguradora tem a própria estatística de roubo, de preço de peça e de mão de obra para cada modelo, em cada região, e esses números mudam o tempo todo. É por isso que o mesmo carro recebe propostas bem diferentes de duas companhias no mesmo dia.
Entram no cálculo:
- O CEP de pernoite — onde o carro passa a noite pesa mais que o endereço do dono. Garagem em casa, no trabalho e na escola é pergunta de cotação porque muda o preço.
- Idade, tempo de habilitação e histórico do principal condutor — e quem mais dirige o carro precisa estar declarado corretamente.
- Modelo, versão e ano — dois carros do mesmo modelo podem ter preços diferentes por causa da versão, do custo da peça e do índice de roubo daquele modelo específico.
- A franquia escolhida e o percentual da FIPE contratado para a indenização.
- As coberturas e limites — principalmente o limite de responsabilidade civil e as assistências.
- A sua classe de bônus e o tipo de uso do veículo.
- A forma de pagamento — algumas companhias dão condição melhor à vista ou no cartão.
Nenhuma dessas variáveis, sozinha, decide o valor. A combinação delas é que faz uma seguradora querer o seu risco e outra recusá-lo. A única forma de saber quanto custa o seu seguro é cotar.
Situações que costumam gerar dúvida
São os casos em que as respostas prontas da internet não servem, porque tudo depende do critério de aceitação de cada companhia — e é para isso que a cotação em até 18 existe.Carro com mais de 10 ou 15 anos
Dá para segurar, sim, mas o leque de companhias encolhe conforme o ano do veículo. Algumas aceitam com restrição, outras só oferecem roubo e furto. E é comum o carro antigo ficar proporcionalmente mais caro: a peça é mais escassa e o valor segurado é menor, então o custo fixo pesa mais no percentual.
Quem roda por aplicativo
Uber, 99 e entregas exigem categoria própria, com preço próprio. Declarar custa mais caro do que não declarar — e não declarar pode custar a indenização inteira. Se você começou a rodar depois de contratar, é caso de endosso, não de silêncio.
Nome negativado
Restrição no CPF não impede contratar seguro. O que ela costuma afetar é o parcelamento: pode haver análise de crédito, exigência de débito em conta ou menos parcelas. Vale cotar em várias companhias, porque o critério de crédito também muda de uma para outra.
Condutor jovem em casa
Filho ou filha que dirige o carro precisa estar declarado, mesmo que não seja o condutor principal. A idade do condutor mais jovem que usa o veículo com frequência entra na análise de risco e muda o preço — e omitir isso é o tipo de informação que derruba a cobertura no sinistro.
Carro financiado ou alienado
Carro com alienação fiduciária é segurável normalmente. O que muda é que, em caso de perda total, a indenização costuma quitar primeiro o saldo com o banco. Informe a alienação na contratação para evitar atraso na hora do pagamento.
A seguradora recusou
Acontece, e não é sinal de que você fez algo errado. Cada companhia tem critério próprio de aceitação por carro, CEP e condutor — por isso, de até 18 cotadas, na média 5,9 voltam com preço. Uma recusa não fecha o mercado: a comparação existe justamente para encontrar quem aceita.
Proteção veicular não é seguro
São produtos diferentes, e a diferença é regulatória, não de marketing.
Seguro de automóvel só pode ser oferecido por seguradora autorizada e fiscalizada pela SUSEP, a Superintendência de Seguros Privados, autarquia federal. A companhia é obrigada a constituir provisões técnicas para garantir o pagamento das indenizações, tem regras de solvência a cumprir e presta contas ao regulador. A intermediação é feita por corretor com registro — o nosso é o nº 202068020.
Associações e cooperativas de proteção veicular operam por rateio entre os associados e não estão sob essa supervisão. Isso não significa que todas sejam ruins nem que nenhuma pague: significa que a garantia é diferente, que não existe apólice nos termos da lei de seguros e que, se o rateio não cobrir o evento, não há regulador exigindo a reserva técnica que uma seguradora é obrigada a manter.
Não vendemos proteção veicular e não temos interesse em comparar preço com ela. Dizemos isso porque a pergunta aparece o tempo todo e quase ninguém responde: antes de contratar, confirme se a empresa é uma seguradora autorizada pela SUSEP ou uma associação. São regimes jurídicos distintos, e você precisa saber qual está comprando.
Cancelamento, venda do carro e arrependimento
Este é o assunto que as páginas de seguradora não escrevem, porque ninguém gosta de explicar como sair do próprio produto. Como corretora, escrevemos.
Posso cancelar o seguro antes do fim da vigência?Pode. O pedido é feito à seguradora, e a devolução de prêmio segue a regra de cancelamento que está nas Condições Gerais da sua apólice — normalmente proporcional ao período que ainda faltava, com desconto das despesas previstas em contrato. O percentual exato varia de companhia para companhia, então peça o cálculo por escrito antes de confirmar. E atenção ao efeito colateral: ficar sem apólice ativa faz a classe de bônus regredir com o tempo.
Vendi o carro. E agora?Três caminhos, todos com comunicação obrigatória à seguradora: transferir o seguro para o novo veículo que você comprou, por endosso; cancelar a apólice e receber a devolução proporcional; ou transferir a apólice ao comprador, quando a companhia aceita e o novo proprietário passa pela análise de perfil. O que não existe é a apólice seguir valendo sozinha para um carro que não é mais seu — se o perfil do segurado mudou e a companhia não soube, a cobertura fica exposta a questionamento.
Contratei e me arrependiEm contratação feita fora do estabelecimento comercial — pela internet ou por telefone — o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) assegura sete dias para desistir, contados da assinatura ou do recebimento do produto. Comunique a seguradora dentro desse prazo, por escrito, e guarde o protocolo. Fora dessa janela, o caminho é o cancelamento com devolução proporcional descrito acima.
Atrasei uma parcelaAtraso não cancela a apólice no primeiro dia, mas pode suspender a cobertura conforme a cláusula de pagamento do contrato — e sinistro ocorrido durante a suspensão é o pior cenário possível. Se atrasou, ligue para a seguradora ou para o corretor e regularize antes de voltar a rodar tranquilo.
Documentos para contratar

- CRLV do veículoO documento do carro, com chassi, ano, modelo e os dados que a seguradora precisa conferir antes de emitir.
- CNH ou RG do segurado e do principal condutorQuem é o titular da apólice e quem mais dirige o carro. Os dois entram na análise de risco, e declarar isso corretamente é o que garante a cobertura no sinistro.
- Apólice anterior, se for renovaçãoÉ ela que comprova a sua classe de bônus, a seguradora de origem e o código de identificação. Sem esse dado, o desconto de bônus pode simplesmente não ser aplicado.
- Dados bancários, se o pagamento for por débitoCPF do titular, agência e conta corrente. Lembre de autorizar o banco a aceitar os lançamentos em favor da seguradora.
- Vistoria prévia, quando a seguradora exigirHoje ela costuma ser digital, com fotos enviadas pelo celular, e em renovações e carros zero quilômetro muitas vezes é dispensada. Quem define é a companhia.
Como se paga o seguro auto
O pagamento é feito direto à seguradora escolhida, nunca à corretora. As formas usuais são débito em conta, boleto, carnê, Pix e cartão de crédito.
No cartão, dá para parcelar em 12x sem juros, com cobrança mês a mês — não é uma compra única que trava o seu limite inteiro de uma vez. A primeira parcela costuma cair alguns dias depois do início da vigência e as seguintes na data que você escolher. Para pagamento no cartão, informe bandeira, número e validade; na maioria das companhias o código de segurança não é solicitado.
Se a opção for débito em conta, são pedidos CPF do titular, agência e conta. Algumas companhias oferecem condição melhor para pagamento à vista ou no cartão — na comparação, isso aparece no preço final de cada oferta.
O tamanho do mercado, com fonte
Os números públicos que ajudam a entender onde o seu seguro se encaixa. Todos vêm de fonte oficial, com o período declarado.R$ 62,60 bilhões
Prêmio direto do ramo Automóvel no Brasil em 12 meses (jul/2025 a jun/2026), somando Casco, RC Facultativa de Veículos, Assistência, Garantia Estendida Auto e Carta Verde. Crescimento de 6,9% sobre os 12 meses anteriores. Fonte: SUSEP/SES.
61,4% de sinistralidade
De cada R$ 100 de prêmio ganho pelo ramo auto, cerca de R$ 61 voltaram como indenização no mesmo período. O resto cobre comissão, imposto, despesa e margem. Fonte: cálculo sobre SUSEP/SES, 12 meses até jun/2026.
132,3 milhões de veículos
Frota brasileira com placa em julho de 2026, dos quais 65.579.622 são automóveis. Fonte: SENATRAN/RENAVAM, frota por UF e tipo de veículo, jul/2026.
308.440 roubos e furtos
Veículos roubados ou furtados no Brasil em 2025 — 104.491 roubos e 203.949 furtos. Caiu 14,3% em relação a 2024, o que é boa notícia, mas ainda equivale a cerca de 845 veículos por dia, ou 1 a cada 419 da frota. Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (FBSP), ano-base 2025.
Quem está por trás desta cotação
Somos a Blue Stripes Corretora de Seguros, CNPJ 07.815.054/0001-54, registrada na SUSEP sob o nº 202068020. São 20 anos de operação, mais de 10 mil clientes atendidos e menos de 10 reclamações no Reclame Aqui, onde a empresa é verificada com o selo RAV. O atendimento alcança todo o território nacional.
A corretora não é a seguradora. Nós comparamos, explicamos e acompanhamos você depois da contratação — inclusive no sinistro, no endosso e na renovação. Quem emite a apólice e paga a indenização é a companhia que você escolher. Essa distinção não é detalhe jurídico: é quem responde por você em cada etapa.
A corretagem é remunerada pela seguradora, dentro do prêmio, como acontece em qualquer contratação de seguro no Brasil. Você não paga nada a mais por cotar aqui, e comparar não cria obrigação nenhuma.
O que vale é a sua apólice
O que está nesta página é o cardápio de coberturas, limites e práticas do mercado brasileiro de seguro auto. Nem toda seguradora oferece tudo, os limites mudam de pacote para pacote e as exclusões estão nas Condições Gerais de cada companhia.
O que vale para você é o que estiver escrito na sua apólice. Antes de fechar, confirme item por item com o corretor: percentual da FIPE para indenização, valor da franquia, limite de responsabilidade civil, dias de carro reserva e raio do guincho. São esses cinco números que separam uma proposta barata de uma proposta rasa.
Perguntas frequentes
Como fazer um seguro de carro?
O caminho é fazer uma cotação de seguro auto em uma corretora registrada na SUSEP. Você informa os dados do segurado (quem é o titular da apólice), do principal condutor (quem mais dirige), e do veículo — a placa já traz marca, modelo, ano e versão. Depois vêm as perguntas de análise de risco: CEP onde o carro dorme, se tem garagem em casa, no trabalho e na escola, quilometragem, uso e quem mais dirige. Com isso, o perfil vai para até 18 seguradoras ao mesmo tempo; na média, 5,9 respondem com preço, porque cada companhia tem critério próprio de aceitação. Você compara as ofertas lado a lado, escolhe coberturas e franquia, e só então contrata. Para cotar não é preciso enviar nenhum documento — eles entram apenas na contratação.
Como conseguir um seguro auto barato?
Comparando. O preço do seguro depende do perfil e do histórico do segurado, do principal condutor, do CEP de pernoite, do uso e das coberturas escolhidas — mas depende sobretudo das estatísticas internas de cada seguradora para aquele modelo naquela região, que mudam o tempo todo. É por isso que o mesmo carro recebe propostas muito diferentes no mesmo dia. Em mais de 55 mil comparações do nosso multicálculo nos últimos 12 meses, com a mesma franquia e cobertura de 100% da tabela FIPE, a oferta mais barata ficou 38% abaixo das outras ofertas da mesma cotação — R$ 1.438 por ano, em mediana. Outras alavancas reais: ajustar a franquia, declarar tudo com precisão, manter a classe de bônus e conferir o percentual da FIPE em cada proposta antes de comparar preços.
Quanto custa um seguro de carro?
Não existe tabela de preço de seguro auto no Brasil. Por isso medimos a nossa: em mais de 55 mil comparações dos últimos 12 meses, o preço típico ficou em R$ 191 por mês num carro de R$ 40 a 80 mil e R$ 206 por mês num de R$ 80 a 150 mil. Antes disso, a única medição oficial era o AUTOSEG da SUSEP, parado desde 2020, quando o prêmio médio de casco foi de R$ 1.449,25 por ano para um veículo de R$ 47.930, ou 3,02% do valor do carro; somando casco, responsabilidade civil e acidentes pessoais de passageiros, R$ 1.688,21 por ano. Na nossa base, o preço típico de um carro de R$ 40 a 80 mil ficou em R$ 191 por mês, e o de um carro de R$ 80 a 150 mil, em R$ 206 por mês — cotações reais, não regra de três. E dentro de cada faixa a variação é grande: no carro de R$ 80 a 150 mil, um quarto das cotações sai abaixo de R$ 146 e um quarto acima de R$ 308. O seu valor pode ficar bem acima ou bem abaixo disso, porque muda com CEP, condutor, modelo, franquia e coberturas. Um dado atual e oficial ajuda a calibrar a expectativa: o preço do seguro voluntário de veículo caiu 9,24% em 12 meses até agosto de 2026, segundo o IPCA do IBGE. A única forma de saber quanto custa o seu é cotar, e a cotação é gratuita.
Quanto custa o seguro de um carro de 30, 50 ou 100 mil reais?
A resposta honesta sai da nossa própria base, não de uma regra de três. Na prática, o percentual cai conforme o carro sobe de valor — de cerca de 6% num carro popular para perto de 2% num carro acima de R$ 150 mil. Em valores medidos: um carro de até R$ 40 mil fica tipicamente em R$ 144 por mês, um de R$ 40 a 80 mil em R$ 191, e um de R$ 80 a 150 mil em R$ 206. São medianas de cotações reais, e cada faixa tem variação larga por dentro. O valor do carro é só uma das variáveis, e nem é a que mais pesa: dois carros de R$ 50.000 podem ter preços muito diferentes por causa do índice de roubo do modelo, do custo da peça, do CEP de pernoite e da idade do condutor. Para o número real do seu caso, a cotação em até 18 seguradoras leva poucos minutos e não custa nada.
Como economizar no seguro auto online?
Comparando mais de uma seguradora na mesma cotação, com as mesmas condições. Três cuidados fazem diferença de verdade. Primeiro: compare o mesmo percentual da tabela FIPE — uma proposta a 90% entrega menos na hora do roubo que uma a 100%, e isso não aparece no preço. Segundo: compare a mesma franquia, porque franquia majorada barateia a apólice e encarece o conserto. Terceiro: não renove no automático. O IPCA do IBGE mostra o preço do seguro de veículo em queda de 9,24% em 12 meses até agosto de 2026, e quem renovou sem cotar foi precificado na régua antiga. Fazer a simulação de seguro auto online é grátis, leva poucos minutos e não exige documento nenhum.
Quais documentos são necessários para fazer seguro veicular?
Para a cotação, nenhum. Você não envia documento nem foto para ver preços. Para a contratação, são pedidos: o CRLV do veículo (o documento do carro), a CNH ou o RG do segurado e do principal condutor, e, em caso de renovação, a apólice anterior — é ela que comprova a classe de bônus, a seguradora de origem e o código de identificação, e sem ela o desconto de bônus pode não ser aplicado. Se o pagamento for por débito em conta, entram também CPF do titular, agência e conta corrente. Algumas seguradoras pedem vistoria prévia, hoje normalmente digital, com fotos enviadas pelo celular; em renovações e veículos zero quilômetro ela é muitas vezes dispensada.
Quais são as formas de pagamento do seguro auto?
O pagamento é feito diretamente à seguradora escolhida, nunca à corretora. As formas usuais são débito em conta, boleto, carnê, Pix e cartão de crédito. No cartão, é possível parcelar em 12x sem juros, com cobrança mês a mês — não é uma compra única que trava o seu limite inteiro. A primeira parcela costuma ser cobrada alguns dias depois do início da vigência e as seguintes na data que você escolher. Para cartão, informe bandeira, número e validade; na maioria das companhias o código de segurança não é solicitado. Para débito em conta, lembre de autorizar o seu banco a aceitar os lançamentos em favor da seguradora. Algumas companhias oferecem condição melhor à vista — na comparação, isso já aparece no preço final de cada oferta.
O que cobre o seguro auto?
Depende do pacote contratado, mas a estrutura é a mesma no mercado inteiro. A cobertura compreensiva (casco) responde pelo seu próprio carro: colisão, capotagem, incêndio, explosão, roubo, furto e eventos da natureza como enchente, alagamento, granizo e queda de árvore, incluindo a indenização em caso de perda total. A cobertura de responsabilidade civil (RCF-V) responde pelo que você causar a terceiros: danos materiais, corporais e morais, dentro do limite escolhido por você. Em volta disso vêm assistência 24 horas (guincho, chaveiro, pane seca, troca de pneu), carro reserva, e a cobertura de vidros, faróis, lanternas e retrovisores, que tem franquia própria. São opcionais comuns: acidentes pessoais de passageiros, responsabilidade civil ampliada, uso para aplicativo, rastreador e apólices enxutas como somente roubo e furto ou somente danos a terceiros.
O que o seguro auto não cobre?
As exclusões exatas estão nas Condições Gerais de cada apólice, mas estas se repetem em praticamente todas as companhias: pane mecânica e elétrica (o conserto não é indenizado; o que existe nesse caso é a assistência 24 horas, que reboca o carro até a oficina); desgaste natural e falta de manutenção; sinistro com condutor sem CNH válida ou sob efeito de álcool ou drogas; dolo, fraude e informação falsa no perfil declarado; uso diferente do declarado, como rodar por aplicativo, fazer frete ou participar de competição com o carro declarado como particular; carga e objetos deixados dentro do veículo, como celular, notebook e ferramentas; multas, IPVA e despesas de trânsito; e danos ocorridos fora da área de cobertura contratada — viagem a países do Mercosul exige o Seguro Carta Verde, contratado à parte. A causa mais comum de recusa de indenização é o perfil declarado errado, e ela é totalmente evitável na hora da cotação.
O seguro cobre batida em que a culpa foi minha?
Cobre. A cobertura compreensiva (casco) responde por colisão independentemente de quem causou o acidente — você aciona o seu seguro, paga a franquia e a seguradora arca com o restante do reparo. E, se você causou prejuízo a outra pessoa, é a cobertura de responsabilidade civil (RCF-V) que paga o carro do terceiro, o muro derrubado, as despesas médicas e eventuais danos morais, dentro do limite que você contratou — e sem franquia, porque a franquia só existe para o conserto do seu próprio veículo. O que tira a cobertura não é a culpa, são as exclusões: dirigir sem CNH válida, sob efeito de álcool ou drogas, com uso diferente do declarado ou com dolo. Lembre apenas que a batida indenizada derruba a sua classe de bônus na renovação seguinte — por isso, em reparo pequeno, vale comparar o orçamento com a franquia antes de acionar.
O que é franquia no seguro de carro?
Franquia é a sua participação obrigatória no conserto do próprio veículo em um sinistro parcial: o valor que você paga para que a seguradora arque com o resto. Ele fica definido na apólice no momento da contratação. Usando o exemplo que o próprio Google exibe hoje no topo da busca: se o conserto custa R$ 5.000 e a franquia é de R$ 1.500, você paga R$ 1.500 e a seguradora paga R$ 3.500. A franquia existe para manter o seguro fora de reparos pequenos — é isso que segura o preço da apólice. Três pontos práticos: ela é paga na conclusão do reparo, direto à oficina, e não como depósito prévio; não há franquia em perda total, roubo ou furto sem recuperação; e você não paga franquia para consertar o carro do terceiro, porque esse prejuízo é pago pela cobertura de responsabilidade civil.
Qual a diferença entre franquia normal, reduzida e majorada?
São três formas de dividir o risco com a seguradora, e a escolha muda o preço da apólice. A franquia normal (ou básica) é o valor padrão definido no contrato. A franquia reduzida encarece a mensalidade do seguro e faz você pagar menos no momento do conserto. A franquia majorada (ou ampliada) barateia o seguro e faz você pagar bem mais se precisar consertar o carro. Não existe escolha certa em abstrato: quem tem reserva para um imprevisto costuma ganhar com a majorada, e quem não tem costuma dormir melhor com a reduzida. Na cotação, dá para ver as duas versões com preço e decidir com o número na frente — e é por isso que comparar propostas com franquias diferentes não compara nada.
Todo seguro de carro tem franquia? Existe seguro sem franquia?
Praticamente toda apólice de automóvel com cobertura de casco tem franquia para danos parciais — é assim que o produto funciona. O que não tem franquia são as indenizações de perda total, roubo e furto sem recuperação, e os consertos no carro do terceiro, pagos pela responsabilidade civil. Existe no mercado um produto separado chamado seguro franquia, que reembolsa esse valor mediante pagamento à parte. Antes de comprar mais um produto, saiba que o mesmo problema se resolve de graça na contratação, escolhendo a franquia reduzida: você paga um pouco mais no prêmio e bem menos no dia do conserto. Compare as duas opções com preço na tela antes de decidir.
Quem paga a franquia se outra pessoa bateu no meu carro?
Se você acionar o seu próprio seguro para consertar o seu carro, paga a sua franquia — mesmo sem ter culpa nenhuma. É a regra do contrato: a franquia é devida em todo sinistro parcial acionado na sua apólice. O caminho para não arcar com esse valor é cobrar o causador do acidente, diretamente ou pela seguradora dele, o que costuma ser mais demorado e depende de o outro motorista reconhecer a culpa ou de ficar provada a responsabilidade. Muitas seguradoras, depois de indenizarem você, cobram do culpado por sub-rogação e devolvem a franquia quando conseguem receber — mas isso varia de companhia e de caso. Pergunte ao corretor como a sua seguradora trata a devolução de franquia em sinistro com terceiro culpado antes de decidir o caminho.
A franquia é paga antes ou depois do conserto?
Depois. A franquia é paga na conclusão dos reparos, diretamente à oficina que recuperou o veículo — não é um valor adiantado à seguradora para abrir o sinistro. Na prática, você entrega o carro, a oficina executa o serviço e, na retirada, você quita a franquia contratada enquanto a seguradora quita o restante. É por isso que a franquia aparece como valor de saque real no seu orçamento apenas no momento em que o carro fica pronto. Confirme na sua apólice, porque a forma de pagamento à oficina pode ter particularidades em algumas companhias.
A franquia do seguro pode ser parcelada?
Em muitas situações, sim — mas quem decide não é a seguradora, e sim a oficina que vai receber o valor. Como a franquia é paga diretamente à oficina na conclusão do reparo, o parcelamento no cartão depende do que aquela oficina aceita, e isso varia de uma para outra. Algumas seguradoras também oferecem condições próprias de parcelamento em programas específicos. A melhor hora para perguntar isso é na abertura do sinistro, antes de escolher a oficina, e não no dia de retirar o carro.
O que é classe de bônus no seguro?
Classe de bônus é a pontuação que a seguradora dá a quem passa um ano sem acionar o seguro, e que vira desconto na renovação. Quem contrata pela primeira vez começa na classe 0, sem desconto, e sobe uma classe a cada renovação sem sinistro indenizado. A escala vai de 0 a 10 na maioria das companhias, e quanto maior a classe, maior o abatimento. O que derruba a classe é a seguradora pagar algo por você — uma batida indenizada, um roubo, um furto. Usar a assistência 24 horas (guincho, chaveiro, pane seca, troca de pneu) não tira ponto, e na maioria das companhias a cobertura de vidros também não. Atenção ao prazo: o bônus precisa ser aproveitado dentro de uma janela contada a partir do vencimento da apólice anterior; se você deixa o seguro vencer e fica tempo demais sem contratar, a classe regride e pode voltar a zero. A sua classe atual está escrita na sua apólice em vigor.
Posso levar a minha classe de bônus ao trocar de seguradora?
Pode. O bônus é seu, não da companhia. Ao contratar com outra seguradora, você comprova a classe com a apólice anterior, e a nova companhia aplica o desconto correspondente. É exatamente por isso que a apólice antiga entra na lista de documentos da contratação — sem esse comprovante, o desconto pode simplesmente não ser aplicado e você paga como se fosse cliente novo. Um cuidado importante: classe alta não é sinônimo de preço baixo. Uma classe 8 numa companhia cara pode custar mais que uma classe 0 na companhia que quer o seu perfil. Compare sempre o valor final da apólice, não o percentual de desconto.
O que é sinistro de seguro auto?
Sinistro é o uso de uma cobertura contratada na apólice — não o acidente em si, mas o acionamento da garantia para aquele evento. Bater o carro e mandar consertar pelo seguro é sinistro. Ter o carro roubado ou furtado e pedir a indenização é sinistro. Danos por incêndio ou alagamento que constem nas suas coberturas também são. O que normalmente não é considerado sinistro: o uso da assistência 24 horas, como guincho por pane, chaveiro e troca de pneu, e, na maioria das companhias, o acionamento da cobertura de vidros, faróis e lanternas. Essa distinção não é acadêmica: sinistro derruba a classe de bônus na renovação seguinte, assistência não.
Como acionar o seguro em caso de sinistro?
Comunique a seguradora o quanto antes, pelo aplicativo, telefone ou WhatsApp da própria companhia — os canais de atendimento a sinistro estão informados na sua apólice. Tenha em mãos a CNH de quem estava dirigindo no momento do evento, o CRLV do veículo, fotos dos danos e o boletim de ocorrência, obrigatório em roubo, furto e em qualquer caso com vítima. Em seguida vem a vistoria e o direcionamento à oficina, referenciada ou de sua escolha, conforme a apólice. A franquia é paga apenas na conclusão do reparo, direto à oficina. A apólice é emitida pela seguradora e o sinistro é aberto com ela; a corretora acompanha o processo junto com você e cobra andamento quando trava.
Quando não vale a pena acionar o seguro?
Quando o conserto custa pouco mais que a franquia. A conta tem três variáveis: valor do reparo, valor da franquia e o desconto de classe de bônus que você perde na renovação seguinte. Com uma franquia de R$ 1.500, um conserto de R$ 900 não é pago pelo seguro — está abaixo da franquia, você paga tudo de qualquer jeito. Um conserto de R$ 1.800 faz a seguradora pagar só R$ 300, e esses R$ 300 custam a sua classe de bônus no ano seguinte, o que quase sempre sai mais caro. Já um conserto de R$ 5.000 com essa mesma franquia coloca R$ 3.500 na conta da seguradora e normalmente compensa. Em perda total, roubo e furto, acionar é o caminho: não há franquia a pagar. Antes de abrir o sinistro, peça um orçamento na oficina e compare com a sua franquia.
Quantas vezes posso acionar o seguro?
A apólice não costuma trazer um limite fixo de acionamentos para as coberturas principais — o que existe é o limite de indenização de cada cobertura e, nas assistências, um número de utilizações por vigência escrito nas condições. O custo de acionar muito não está em uma trava, está em duas consequências: cada sinistro indenizado derruba a sua classe de bônus na renovação, e um histórico com vários sinistros muda o seu perfil de risco, encarecendo as próximas cotações ou levando algumas companhias a recusar o risco. Por isso a pergunta prática não é quantas vezes você pode, é quando compensa: reparo pequeno costuma sair mais barato do próprio bolso.
Como conseguir desconto no seguro auto?
Cada companhia tem as próprias regras, mas os descontos reais costumam vir de coisas simples. Preencher a cotação com dados precisos — garagem em casa, no trabalho e na escola, quilometragem, quem realmente dirige — porque cada informação favorável entra no cálculo. Manter e comprovar a classe de bônus na renovação. Pagar à vista ou no cartão, quando a seguradora oferece condição melhor. Aceitar rastreador ou dispositivo antifurto, em perfis onde isso reduz o risco. Algumas companhias têm aplicativo que avalia a forma de dirigir e abate do preço. E é possível reduzir a franquia contratada usando oficinas referenciadas em determinados programas. Mas o desconto de maior impacto continua sendo estrutural: comparar as companhias entre si. Na nossa medição, a diferença mediana entre a oferta mais barata e as demais da mesma cotação foi de 38%, ou R$ 1.438 por ano.
O que é endosso no seguro de carros?
Endosso é qualquer alteração feita na apólice durante a vigência. Serve para atualizar informações que mudam o risco e, por consequência, o preço: troca de veículo, mudança de endereço, alteração do principal condutor, inclusão de cobertura, mudança de uso — como passar a rodar por aplicativo. Com o endosso, a seguradora recalcula o prêmio: se o risco diminuiu, ela devolve parte do valor pago; se aumentou, cobra a diferença, o que é comum na troca por um carro mais caro, que terá indenização maior. O ponto crítico é o seguinte: se algo mudou no seu perfil e a seguradora não soube, a cobertura fica exposta a questionamento no sinistro. Na dúvida sobre precisar ou não comunicar, pergunte ao corretor — o endosso costuma ser rápido e evita problema grande.
Como funciona o seguro de carros?
Você paga um valor anual, chamado prêmio, e a seguradora assume os prejuízos previstos na apólice durante o período de vigência. Se acontecer colisão, incêndio, roubo, furto ou um evento da natureza como alagamento, a companhia conserta o veículo com garantia ou, em caso de perda total, paga a indenização calculada sobre a tabela FIPE do modelo, no percentual que estiver escrito na sua apólice. Além disso, ela responde pelo prejuízo material, corporal e moral que você causar a terceiros, dentro do limite contratado, e oferece serviços como guincho, chaveiro e socorro mecânico. Em danos parciais, você participa do conserto com a franquia. A corretora intermedia a contratação, compara as ofertas e acompanha o pós-venda; quem emite a apólice e paga a indenização é a seguradora.
Posso transferir o meu seguro de automóvel para outro carro?
Pode. A transferência é feita por endosso, com a apólice em vigor, mediante solicitação à seguradora e sujeita aos critérios de aceitação da companhia para o novo modelo. Como o risco muda, o prêmio é recalculado: pode haver diferença a pagar, no caso de um carro mais caro, ou devolução, no caso de um mais barato. Um cuidado que evita dor de cabeça séria: o novo veículo só passa a estar protegido quando a seguradora emitir a apólice ou o endosso correspondente. Comunicar a substituição é obrigatório — o carro antigo deixa de ser o objeto do contrato, e rodar com o novo antes da emissão significa rodar sem cobertura.
O seguro auto protege contra enchente e alagamento?
Sim, na maioria dos casos. Enchente, alagamento, granizo e queda de árvore são os chamados eventos da natureza e costumam estar dentro da cobertura compreensiva, que é a mais completa e a mais contratada. Mas a presença dessa cláusula varia de companhia para companhia e de pacote para pacote, e existem apólices enxutas — como somente roubo e furto — que não incluem esses eventos. Se você mora em área que alaga ou estaciona em rua sujeita a enxurrada, confirme por escrito, antes de fechar, que os eventos da natureza estão na sua cobertura, e verifique também se há franquia específica para esses casos. Na comparação de propostas, esse é um dos itens que separa um preço baixo de uma cobertura rasa.
Qual seguro cobre 100% da tabela FIPE?
A maioria das seguradoras oferece a opção de indenização a 100% da tabela FIPE, mas quase nenhuma oferece só isso — o percentual é um parâmetro escolhido na contratação, e pode ser 100%, 95%, 90% ou menos. Ele define quanto você recebe em caso de perda total, roubo ou furto: a indenização é a FIPE do modelo na data do sinistro multiplicada por esse percentual. Em um carro de R$ 50.000, a diferença entre 100% e 90% é de R$ 5.000 no dia em que você mais precisa. Por isso, ao comparar propostas, confira esse número antes do preço — duas ofertas com percentuais diferentes não são comparáveis. Na nossa medição de dispersão de preços, usamos 100% da FIPE nas duas pontas exatamente por essa razão.
Quando o carro é considerado perda total?
Quando o custo do conserto ultrapassa o percentual do valor do veículo definido nas condições da apólice — comumente 75% — ou quando o carro não tem mais condições técnicas de ser recuperado. Nesse caso não existe reparo nem franquia a pagar: a seguradora indeniza o valor contratado, calculado sobre a tabela FIPE do modelo na data do sinistro no percentual escrito na apólice, e fica com o salvado. Roubo e furto sem recuperação do veículo dentro do prazo previsto também são tratados como indenização integral, sem franquia. Se o carro for financiado, a indenização costuma quitar primeiro o saldo devedor com o banco, e o que sobrar vai para você.
A seguradora pode recusar o meu seguro?
Pode, e isso é mais comum do que o mercado admite. Cada companhia tem critério próprio de aceitação por modelo de carro, CEP de pernoite, idade e histórico do condutor e uso do veículo. É por isso que, quando mandamos um perfil para até 18 seguradoras, na média 5,9 voltam com preço — as outras recusam o risco ou simplesmente não respondem. Uma recusa não significa que você fez algo errado, nem que o mercado inteiro está fechado: o risco que uma companhia não quer, outra aceita sem pestanejar, e é dessa diferença de apetite que nasce a variação de preço. Cotar em várias de uma vez é justamente a forma de descobrir quem quer o seu carro, e por quanto.
Posso fazer seguro para carro antigo, com mais de 10 ou 15 anos?
Sim, mas o leque de companhias encolhe conforme o ano do veículo. Algumas aceitam normalmente, outras aceitam com restrições — exigindo rastreador, por exemplo — e outras oferecem apenas cobertura de roubo e furto, sem colisão. Quem define é o critério de aceitação de cada seguradora, e ele muda de modelo para modelo. Duas observações práticas: para carro antigo, cotar em várias companhias importa ainda mais, porque a recusa é mais frequente; e vale avaliar uma apólice mais enxuta, já que o valor segurado é menor e o custo de uma cobertura completa pode não compensar. Na cotação você vê quais companhias aceitaram o seu modelo e o que cada uma ofereceu.
É verdade que o seguro de um carro mais velho é mais caro?
Em valor absoluto, o seguro de um carro velho costuma ser mais barato que o de um carro novo, porque a indenização possível é menor. Mas em proporção ao valor do veículo ele frequentemente fica mais caro, e é daí que vem a impressão. Dois motivos: parte dos custos do seguro não depende do preço do carro — assistência, responsabilidade civil, despesas administrativas — e peças de modelos descontinuados podem ser mais escassas e caras de repor. Some a isso o fato de menos companhias aceitarem o risco, o que reduz a concorrência sobre aquele perfil. Se o percentual estiver alto demais para o seu caso, vale comparar uma apólice compreensiva com uma de somente roubo e furto antes de decidir.
Rodo por aplicativo. Preciso avisar a seguradora?
Precisa, e essa é uma das declarações mais importantes da apólice. Uso para Uber, 99, entregas e semelhantes é uma categoria de risco diferente do uso particular: o carro roda muito mais, em horários e regiões diversas, com passageiros desconhecidos. O seguro para essa finalidade existe e tem preço próprio, normalmente mais alto. O problema não é o preço, é o silêncio: se o carro está declarado como particular e o sinistro acontece durante uma corrida, a seguradora pode negar a cobertura — justamente na hora em que você mais precisa dela. Se você já tem apólice e começou a rodar por aplicativo depois, o caminho é fazer um endosso para mudar a categoria.
Meu carro quebrou. O seguro cobre?
O conserto de pane mecânica ou elétrica não é indenizado pelo seguro. Seguro cobre evento súbito e imprevisto — batida, roubo, incêndio, alagamento — e não o desgaste de peças ou defeito do veículo. O que você tem nesse caso é a assistência 24 horas, que é parte da apólice: guincho até a oficina, socorro mecânico no local, pane seca, troca de pneu e, em alguns pacotes, transporte para você chegar em casa. O reboque é coberto; o reparo do motor é seu. Uma boa notícia: acionar a assistência não é sinistro e não derruba a sua classe de bônus. Confira na apólice o raio de atendimento do guincho em quilômetros, porque esse número varia bastante de pacote para pacote.
Se alguém bater no meu carro, tenho direito a carro reserva?
Carro reserva é uma cobertura da sua própria apólice, não uma obrigação automática do motorista que bateu. Se você contratou carro reserva, aciona o seu seguro e usa o benefício pelo prazo e na categoria que estiverem escritos na apólice, enquanto o veículo está na oficina por sinistro coberto. Se você não contratou, a alternativa é cobrar as despesas do causador do acidente ou da seguradora dele, o que depende de comprovar a responsabilidade e costuma demorar. Por isso, na hora de comparar propostas, olhe o número de dias de carro reserva de cada uma: é um dos itens que mais varia entre pacotes e que quase ninguém confere antes de fechar.
Posso incluir mais de um motorista na apólice?
Pode, e em muitos casos é obrigatório. A apólice identifica o principal condutor — quem dirige o carro na maior parte do tempo — mas a análise de risco também considera as outras pessoas que usam o veículo com frequência, principalmente as mais jovens. Declarar todo mundo corretamente costuma mexer no preço, e é exatamente isso que garante a cobertura: se o sinistro acontece com um condutor habitual que não foi informado, a seguradora pode questionar a indenização. As regras variam de companhia para companhia — algumas cobram mais por condutor jovem, outras restringem o uso por terceiros eventuais. Informe a situação real na cotação, e você verá quais seguradoras aceitam aquele arranjo e por quanto.
Posso cancelar o seguro de carro? Tem multa? Tem reembolso?
Pode cancelar a qualquer momento, e o pedido é feito à seguradora. A devolução de prêmio segue a regra de cancelamento escrita nas Condições Gerais da sua apólice — normalmente proporcional ao período de vigência que ainda faltava, com o desconto das despesas previstas em contrato. O percentual exato varia de companhia para companhia, então peça o cálculo por escrito antes de confirmar o cancelamento. Vale considerar dois efeitos: ficar sem apólice ativa faz a classe de bônus regredir com o tempo, e qualquer sinistro depois do cancelamento fica sem cobertura. Se o motivo é preço, cotar antes de cancelar costuma ser mais produtivo do que ficar sem seguro.
Vendi meu carro. O que acontece com o seguro?
A venda precisa ser comunicada à seguradora, e há três caminhos. Transferir o seguro para o novo veículo que você comprou, por endosso, com recálculo do prêmio. Cancelar a apólice e receber a devolução proporcional prevista nas Condições Gerais. Ou transferir a apólice ao comprador, quando a companhia aceita e o novo proprietário passa pela análise de perfil. O que não existe é deixar tudo como está: a apólice foi emitida para um segurado e um risco específicos, e se o carro mudou de dono sem a seguradora saber, a cobertura fica exposta a questionamento. Resolva isso na mesma semana da venda — é rápido e evita um problema que só aparece no pior momento.
Contratei um seguro e me arrependi. O que posso fazer?
Em contratações feitas fora do estabelecimento comercial, como pela internet ou por telefone, o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) assegura o prazo de sete dias para desistir, contados da assinatura do contrato ou do recebimento do produto. Comunique a seguradora por escrito dentro desse prazo e guarde o protocolo. Passada essa janela, o caminho é o cancelamento comum, com devolução proporcional ao período não decorrido conforme as Condições Gerais da apólice. Em qualquer dos casos, peça o cálculo da devolução por escrito antes de confirmar, e não deixe de contratar outro seguro no intervalo se o carro continuar rodando.
O que acontece se eu atrasar o pagamento do seguro?
Atraso não cancela a apólice no primeiro dia, mas pode suspender a cobertura conforme a cláusula de pagamento do contrato — e um sinistro ocorrido durante a suspensão é o pior cenário possível, porque o carro roda com a sensação de estar segurado sem estar. Em atrasos prolongados, a apólice pode ser cancelada, com efeito também sobre a classe de bônus. Se atrasou, ligue para a seguradora ou para o corretor imediatamente e regularize: na maioria dos casos há caminho para reativar sem perder o contrato. Verifique na sua apólice, na parte de pagamento de prêmio, qual é a regra da sua companhia — ela está escrita e é diferente entre as seguradoras.
Já tenho seguro. Vale a pena cotar antes de renovar?
Vale, e é o momento em que a cotação rende mais. Dois motivos concretos. Primeiro, a dispersão de preços: em mais de 55 mil comparações do nosso multicálculo nos últimos 12 meses, com a mesma franquia e 100% da FIPE, a oferta mais barata ficou 38% abaixo das demais na mesma cotação — R$ 1.438 por ano, em mediana. Segundo, o movimento do mercado: o IPCA do IBGE mostra o preço do seguro voluntário de veículo com queda de 9,24% em 12 meses até agosto de 2026, negativo em 11 dos últimos 12 meses. Quem renova no automático é reprecificado pela régua da própria companhia, não pela do mercado. Cotar não obriga a trocar: se a sua seguradora atual continuar sendo a melhor, você renova com ela sabendo por quê. Faça isso algumas semanas antes do vencimento, para não perder o prazo da classe de bônus.
Proteção veicular é a mesma coisa que seguro? Vale a pena?
Não é a mesma coisa, e a diferença é regulatória. Seguro de automóvel só pode ser oferecido por seguradora autorizada e fiscalizada pela SUSEP, que é obrigada a manter provisões técnicas para garantir o pagamento das indenizações, cumprir regras de solvência e prestar contas ao regulador; o contrato é uma apólice, e a intermediação é feita por corretor registrado. Associações e cooperativas de proteção veicular funcionam por rateio entre associados e não estão sob essa supervisão — não há apólice nos termos da lei de seguros nem exigência regulatória de reserva técnica. Isso não quer dizer que nenhuma pague; quer dizer que a garantia por trás da promessa é de outra natureza. Antes de contratar, verifique se a empresa é uma seguradora autorizada pela SUSEP ou uma associação, e decida sabendo o que está comprando.
Qual é a melhor seguradora de carro?
Não existe uma melhor para todo mundo, e qualquer página que eleja uma está respondendo por conveniência, não por dado. A razão é estrutural: cada seguradora tem estatística própria de roubo, de custo de peça e de mão de obra para cada modelo em cada região, além de critério próprio de aceitação por CEP e por perfil de condutor. A companhia que oferece o melhor preço para um Onix em Recife pode ser a mais cara para uma Hilux em Curitiba. Por isso, de até 18 companhias cotadas, na média 5,9 respondem com preço — e a diferença mediana entre a mais barata e as demais é de 38%. A pergunta útil não é qual é a melhor seguradora, é qual é a melhor para o seu carro, o seu CEP e o seu perfil neste mês. Isso só a comparação responde.
Posso fazer seguro de carro no nome de outra pessoa?
A apólice tem três figuras que podem ser pessoas diferentes: o proprietário do veículo, o segurado (titular da apólice) e o principal condutor (quem mais dirige). O que as seguradoras exigem é que essas informações sejam verdadeiras, porque o cálculo do risco é feito sobre o perfil de quem realmente dirige e sobre o local onde o carro realmente dorme. Declarar como principal condutor alguém de perfil mais barato — um pai no lugar do filho, por exemplo — para reduzir o preço é a causa clássica de negativa de indenização no sinistro. As regras de quem pode figurar em cada posição variam de companhia para companhia; informe a situação real na cotação e o corretor indica quais seguradoras aceitam aquele arranjo.
Posso contratar seguro com nome negativado?
Restrição no CPF não impede contratar seguro de carro. O que ela pode afetar é a forma de pagamento: algumas companhias fazem análise de crédito para parcelamento, podem reduzir o número de parcelas, exigir débito em conta ou pagamento à vista. Como o critério de crédito varia de seguradora para seguradora, esse é mais um caso em que cotar em várias companhias de uma vez faz diferença real — uma pode recusar o parcelamento que a outra aprova. Informe a situação na cotação para receber propostas com condições de pagamento viáveis, em vez de descobrir a restrição só na hora de fechar.
Preciso enviar documento para ver o preço do seguro?
Não. Para fazer a cotação bastam a placa ou o modelo do carro e alguns dados do condutor e do CEP de pernoite. Você não envia CRLV, CNH, foto do veículo nem comprovante nenhum para ver os preços. Os documentos entram apenas na contratação: CRLV, CNH ou RG do segurado e do principal condutor, apólice anterior em caso de renovação e dados bancários se o pagamento for por débito. A simulação é gratuita, não cria obrigação e pode ser feita quantas vezes você quiser, inclusive para comparar cenários diferentes de franquia e cobertura antes de decidir.
O Meu Seguro Mais Barato é confiável?
O site é operado pela Blue Stripes Corretora de Seguros, CNPJ 07.815.054/0001-54, registrada na SUSEP sob o nº 202068020 — registro que pode ser conferido na própria SUSEP. São 20 anos de operação, mais de 10 mil clientes atendidos e menos de 10 reclamações registradas no Reclame Aqui, onde a empresa é verificada. Somos corretora, não seguradora: comparamos, explicamos e acompanhamos o cliente no pós-venda, enquanto a apólice é emitida e a indenização é paga pela companhia que você escolher. A corretagem é remunerada pela seguradora, dentro do prêmio, como em qualquer contratação de seguro no Brasil — cotar aqui não custa nada a mais para você. A metodologia dos números de economia que publicamos está aberta em /seguro-de-carro/precos-reais.
Grátis e sem compromisso. Se preferir, fale com um corretor no WhatsApp.
Fontes desta página
Multicálculo Meu Seguro Mais Barato / Blue Stripes: mais de 55 mil comparações de ofertas dos últimos 12 meses (mesma cotação, mesma franquia, 100% da tabela FIPE) — mediana de 38% e de R$ 1.438 por ano de diferença entre a oferta mais barata e as demais; acervo de mais de 1,1 milhão de ofertas registradas; média de 5,9 seguradoras que respondem com preço em cotações enviadas a até 18 companhias. Metodologia aberta em /seguro-de-carro/precos-reais. · Base própria: seleção de mais de 55 mil comparações de ofertas dos últimos 12 meses, dentro de um acervo de milhões de ofertas de seguradoras já registradas. SUSEP — AUTOSEG, 2º semestre de 2020 (última edição oficial publicada, usada só como referência histórica): prêmio médio de casco R$ 1.449,25/ano, importância segurada média R$ 47.930 (3,02% do valor do veículo), prêmio médio de casco + RC + APP R$ 1.688,21/ano e indenização média por sinistro de casco R$ 3.603. · IBGE — IPCA, tabela SIDRA 7060, subitem 5102005 “Seguro voluntário de veículo”: −9,24% no acumulado de 12 meses até agosto de 2026. · SUSEP — Sistema de Estatísticas (SES), base completa: prêmio direto do ramo Automóvel de R$ 62,60 bilhões nos 12 meses de jul/2025 a jun/2026 (soma dos ramos 0531 Casco, 0553 RC Facultativa de Veículos, 0542 Assistência e Outras Coberturas Auto, 0524 Garantia Estendida Auto e 0525 Carta Verde; considerando apenas Casco + RCFV, R$ 52,82 bilhões), crescimento de 6,9% sobre os 12 meses anteriores e sinistralidade de 61,4% (sinistros ocorridos R$ 37,01 bi sobre prêmio ganho R$ 60,31 bi). Cálculo próprio sobre a base oficial, consultada em 17/09/2026. · Ministério dos Transportes / SENATRAN — RENAVAM, frota por UF e tipo de veículo, julho de 2026: 132.323.836 veículos com placa, dos quais 65.579.622 automóveis. · Fórum Brasileiro de Segurança Pública — Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, Tabela 11, ano-base 2025: 308.440 veículos roubados ou furtados (104.491 roubos e 203.949 furtos), queda de 14,3% sobre 2024, taxa de 238,9 por 100 mil veículos — equivalente a cerca de 845 por dia e a 1 em cada 419 veículos da frota (derivações aritméticas próprias). · Google — AI Overview da busca “o que é franquia seguro auto”, capturado em 17/09/2026: exemplo de conserto de R$ 5.000 com franquia de R$ 1.500, e descrição das franquias normal, reduzida e ampliada. · Lei 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), artigo 49: prazo de sete dias para desistência em contratações feitas fora do estabelecimento comercial. · Blue Stripes Corretora de Seguros Ltda., CNPJ 07.815.054/0001-54, registro SUSEP nº 202068020. Página atualizada em 17 de setembro de 2026.

















