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Seguro residencial · casa, apartamento ou aluguel

Seguro residencial: mais da metade dos nossos clientes paga menos de R$ 1 por dia

O que os nossos clientes pagam de verdade

Metade paga até R$ 28 por mês.

R$ 333 no ano. Três em cada quatro pagam até R$ 47 por mês. Primeiro seguro da casa? Metade de quem estreou com a gente pagou até R$ 42 por mês.

Não é “a partir de”: é o que gente de verdade pagou aqui nos últimos 24 meses. A gente compara Allianz, Porto, Tokio Marine, Zurich e outras e manda os preços no seu WhatsApp.

  • Ninguém vai te ligar: é tudo pelo WhatsApp
  • Em até 12x sem juros, sem travar o limite do cartão
  • Planos com chaveiro, encanador e eletricista
  • Mais de 20 anos de corretora, registrada na SUSEP

Cotação de seguro residencial

Quatro respostas, um minuto. Um corretor compara as seguradoras e manda os preços no seu WhatsApp.

O que você quer proteger?
O imóvel é

De graça. Ninguém vai te ligar: a resposta vai por WhatsApp, em horário comercial.

Com pressa? Veja o preço da Tokio Marine agora. É só Tokio, com preço e contratação na hora, e abre o site dela em outra aba.

Seguradoras que entram na sua comparação

  • Porto Seguro
  • Allianz
  • Tokio Marine
  • Zurich
  • Bradesco Seguros
  • Mapfre
  • HDI Seguros
  • Yelum Seguros

Quanto custa um seguro residencial de verdade? A gente abriu a nossa carteira.

Coloque todos os nossos clientes de seguro residencial em fila, do que paga menos ao que paga mais. O do meio paga R$ 333 por ano. Dá R$ 28 por mês. Noventa e um centavos por dia.

  • 1 em cada 4 paga até R$ 19por mês R$ 223 no ano
  • Metade paga até R$ 28por mês R$ 333 no ano
  • 3 em cada 4 pagam até R$ 47por mês R$ 562 no ano

Vai fazer o primeiro seguro da casa? Entre quem contratou pela primeira vez, o do meio pagou R$ 42 por mês (R$ 500 no ano). Quem renovou pagou R$ 27. Por isso a gente não te mostra só uma média: mostra a fila inteira.

Para comparar: o setor fala em R$ 600 a R$ 800 por ano, em média. É a conta do presidente da comissão de seguros patrimoniais da FenSeg, a federação das seguradoras, em entrevista à BBC em novembro de 2025. A média da nossa carteira foi de R$ 487, e metade dos clientes paga até R$ 333.

Descobrir o meu preço

Apólices residenciais que a nossa corretora vendeu de setembro de 2024 a setembro de 2026. É o valor total pago no ano, dividido por doze; o número de parcelas depende da seguradora e da forma de pagamento. O seu preço depende do imóvel, do CEP e das coberturas que você escolher.

Mulher ajoelhada no chão molhado da cozinha, à noite, segurando um pano no cano que vaza embaixo da pia enquanto fala ao celular

Não é tragédia. É terça-feira.

Você vai usar o seguro muito antes de a casa pegar fogo

De cada 100 vezes que alguém aciona o seguro da casa, 65 são para assistência: chaveiro, encanador, eletricista. Não é incêndio nem assalto. É o cano que estoura às dez da noite.

Você para de torcer e passa a ter quem chamar.

Uma visita. Um ano de seguro. Quase o mesmo preço.

Isto é o que a própria Porto Seguro cobra de quem não tem seguro e chama um profissional pelo catálogo avulso dela:

Emergência do dia a dia

  • Abrir uma fechaduraR$ 284,90
  • Visita de eletricista ou de encanador até 3 consertos simples, só a mão de obraR$ 299,90
  • Desentupir pia, ralo ou vasoR$ 319,90

Serviços que entram nos planos mais completos

  • Consertar máquina de lavar só a mão de obraR$ 319,90
  • Consertar geladeira só a mão de obraR$ 349,90
  • Limpar a caixa d’águaR$ 389,90
  • Consertar ar-condicionadoR$ 599,90

Um ano inteiro de seguro residencial, no valor do meio da nossa carteiraR$ 333

Ver quanto fica o meu

Preços do catálogo on-line da Porto Serviço, o braço de serviços da Porto Seguro, consultados em 19 de setembro de 2026. No chaveiro de bairro, abrir uma porta custa de R$ 30 a R$ 90 mais o deslocamento, e à noite ou em feriado pode chegar ao dobro (Cronoshare, janeiro de 2026). No seguro, os serviços incluídos, a quantidade de chamados por ano e o limite de valor por chamado dependem do plano de assistência contratado: peça na comparação, que a gente manda por escrito. O dado de 65% é da Brasilseg.

A fiação da sua casa tem quantos anos?

O maior risco da sua casa não pula o muro. Já está dentro da parede.

Mais de 600incêndios de origem elétrica dentro de casa viraram notícia no Brasil em 2025

São quase dois por dia, só contando o que saiu na imprensa. É recorde: 22% a mais que no ano anterior. No país, mais da metade dos incêndios elétricos começa na instalação interna do imóvel: fiação, tomada e disjuntor sobrecarregados. Ar-condicionado e ventilador vêm logo depois.

Não é o incêndio de novela. É a geladeira que queimou quando a luz voltou.

Na carteira da BB Seguros, de cada 100 sinistros de casa, 53 são dano elétrico e 2 são roubo ou furto com arrombamento.

E tem o que vem de fora. O Brasil está entre os três países onde mais caem raios no planeta, e um em cada três acidentes com raio acontece em área residencial. Em 2025 foram registrados mais de 16 mil roubos a residência — um a cada 33 minutos, só contando quem fez boletim de ocorrência.

Incêndio, queda de raio e explosão estão na cobertura básica de todo seguro residencial. Danos elétricos e roubo são coberturas que você escolhe incluir, e são as duas que a gente mais recomenda. Na comparação, a gente diz se cada opção tem ou não tem.

Comparar seguradoras no WhatsApp

Fontes: Abracopel, Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026 (dados de 2025); INPE; Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, tabela 14; BB Seguros, sinistros residenciais de janeiro de 2023 a maio de 2026, divulgados pelo Monitor Mercantil. Os números da Abracopel são de casos noticiados. O intervalo de 33 minutos é conta nossa sobre o total do ano.

Tomada queimada na sala de uma casa simples, com a parede chamuscada acima dela e uma régua de energia derretida no chão

Por que cotar seguro residencial com a gente, e não direto na seguradora

12x sem juros, sem travar o limite

Tem seguradora que lança uma parcela por mês na fatura, como uma assinatura, em vez de prender o seu limite inteiro de uma vez. Na comparação a gente mostra quais fazem assim.

Ninguém vai te ligar

Você pede, a gente responde no WhatsApp, no seu tempo. Achou caro? Não responde. Acabou. Ninguém insiste.

Um pedido, várias seguradoras

Banco e seguradora só mostram o preço deles. A gente põe vários lado a lado, na mesma conversa.

Menos de 10 reclamações

No Reclame Aqui, em mais de 20 anos de corretora. Selo RA Verificada.

Dono ou inquilino, no Brasil inteiro

Tem seguro para casa, para apartamento e para quem mora de aluguel. O atendimento é o mesmo do interior à capital.

Não fica mais caro com a gente

Comparar não custa nada, e contratar pela corretora não encarece o seguro: a corretagem já está no preço da seguradora.

É assim que chega no seu WhatsApp

As opções vêm lado a lado, com o preço e o que cada uma cobre. Peça também os limites, a franquia e quantos chamados de assistência cada plano dá: a gente manda por escrito.

  • mais barata Seguradora A Coberturas e limites · franquia · assistência do plano R$ 19por mêsR$ 223 no ano
  • Seguradora B Coberturas e limites · franquia · assistência do plano R$ 28por mêsR$ 333 no ano
  • Seguradora C Coberturas e limites · franquia · assistência do plano R$ 47por mêsR$ 562 no ano

Gostou de uma? Fecha por ali mesmo. Não gostou? É só não responder.

Exemplo do formato da mensagem. Os três valores são reais, os mesmos da régua lá em cima: 1 em cada 4 clientes paga até R$ 19, metade até R$ 28 e 3 em cada 4 até R$ 47. O seu preço depende do imóvel, do CEP e das coberturas.

Não quer deixar o seu número? Tudo bem.

Comparar várias seguradoras

Você deixa o WhatsApp, a gente compara e manda os preços, em horário comercial. Ninguém vai te ligar. É o que a gente recomenda.

Quero meus preços no WhatsApp

Ver um preço agora, só da Tokio Marine

Cotador oficial da Tokio Marine, 100% online, com preço e contratação na hora, a qualquer hora. É um preço só, sem comparação, e você sai do nosso site.

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A gente se chama Meu Seguro Mais Barato. E você não precisa escolher o mais barato.

Pagam menos de R$ 1 por dia 57%
Pagam até R$ 50 por mês 78%

Tem seguro residencial anunciado por R$ 9,90 e por R$ 13,90 por mês. Existe mesmo. Nesses planos, a cobertura de roubo é de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil — não repõe nem a TV da sala.

Se é o que cabe no bolso este mês, a gente cota. Mas manda junto a opção que custa um pouco mais e resolve de verdade. Você escolhe, e ninguém vai te empurrar o mais caro.

Barato que não paga o conserto sai caro.

Melhor saber agora do que na hora do aperto

  • Alagamento e enchente quase nunca entram. Na última estimativa da FenSeg, com dados de 2021, menos de 1% das apólices do país tinha essa cobertura. Ainda é raro: 3% na Porto, 4% a 6% na Bradesco, em 2026. Se é o risco da sua rua, pergunte antes de fechar.
  • Furto simples fica de fora. O seguro cobre roubo e furto com arrombamento, quando você contrata essa cobertura. Sumiu sem sinal de entrada forçada, não cobre.
  • Assistência tem limite. Cada plano define quantos chamados por ano e até quanto paga por chamado.

“Seguro de casa é coisa de rico.”

Rico aguenta o prejuízo de um curto-circuito. Quem não aguenta é que precisa de seguro.

Só 17% das casas brasileiras têm seguro. A gente aposta que não é por causa do preço: é porque ninguém nunca mostrou o preço. Agora você já sabe quanto custa. Metade dos nossos clientes paga até R$ 28 por mês, e quase 8 em cada 10 pagam até R$ 50.

E quem tem não é quem você imagina: entre os brasileiros com seguro residencial, 31% são da classe C e 27% da classe D. Quase seis em cada dez.

  • “Nunca aconteceu nada aqui em casa.” Tomara que continue assim. Mas a fechadura vai emperrar e o cano vai entupir. É para isso que o seguro é mais usado.
  • “Moro de aluguel.” Mais um motivo. O seguro do dono protege as paredes dele, não as suas coisas. O seu protege o que é seu: móveis, TV, notebook.
  • “Vão me ligar o dia inteiro?” Não. É tudo pelo WhatsApp.

Quero meus preços no WhatsApp

Fontes: os 17% são a estimativa usada pela CNseg em 2026, com base no IBGE e no índice de penetração da FenSeg; as classes sociais são do levantamento da CNseg sobre o consumidor de seguros, de julho de 2026. Alagamento: FenSeg (dados de 2021) e Folhapress, junho de 2026.

Daqui para baixo é o guia completo, sem pressa: cada cobertura explicada, o que o seguro não cobre, as assistências uma a uma, casa, apartamento e aluguel, e as perguntas que todo mundo faz. O botão de cotar te acompanha até o fim.

O seguro residencial é a apólice que protege o imóvel e os bens dentro dele contra incêndio, queda de raio e explosão na cobertura básica e, quando contratadas, contra danos elétricos, roubo e furto qualificado, vendaval, danos por água e danos causados a terceiros — somando ainda a assistência 24 horas com chaveiro, encanador, eletricista, desentupimento e reparo de eletrodomésticos. Nas apólices que a nossa corretora vendeu nos últimos 24 meses, metade custou menos de R$ 1 por dia (até R$ 333 por ano), porque o preço é calculado sobre o custo de reconstrução do imóvel — e não sobre o valor de mercado ou o do IPTU —, ajustado por localização, valor dos bens declarados e coberturas escolhidas. Mesmo assim, apenas 17% das residências brasileiras têm seguro (CNseg, 2026). Em qualquer situação, o que vale é exatamente o que está escrito na apólice e nas condições gerais da seguradora.

Quanto custa um seguro residencial, e o que faz o preço subir ou descer

Sala de um apartamento brasileiro de classe média ao fim da tarde

Esta é a pergunta que mais se faz sobre seguro residencial, e a que quase ninguém responde direito. O que circula por aí são faixas largas, sem dizer de onde saíram — não servem para decidir nada.

A resposta honesta tem duas partes. A primeira: não existe preço de tabela. O seguro residencial é calculado sobre o custo de reconstrução do imóvel, que não é o valor de mercado nem o valor do IPTU — é quanto custaria levantar aquela casa ou aquele apartamento de novo. A segunda: nas apólices residenciais que vendemos nos últimos 24 meses, metade custou até R$ 333 por ano — R$ 28 por mês, menos de R$ 1 por dia —, e três em cada quatro custaram até R$ 562. É menos do que a maioria das pessoas imagina antes de cotar.

Estes são os cinco fatores que mais mexem no seu preço:

  • Custo de reconstrução

    A base do cálculo. Quanto maior a metragem e melhor o padrão de acabamento, maior a importância segurada — e maior o prêmio.

  • Casa ou apartamento

    Apartamento tende a custar menos: não há telhado, muro nem área externa no cálculo, e o prédio já tem portaria e controle de acesso.

  • Localização

    CEP com histórico de furto, de alagamento ou de queda de energia pesa no preço. É o mesmo princípio do seguro de carro.

  • Bens declarados

    O conteúdo entra à parte da estrutura. Declarar bens de valor alto sobe o prêmio, mas é o que garante indenização se eles forem levados.

  • Coberturas escolhidas

    A básica é barata. Cada adicional — danos elétricos, roubo, vendaval, responsabilidade civil — soma. Vale contratar o que faz sentido para o seu risco, não tudo.

Um chamado de assistência pode custar mais que o seguro do ano inteiro

Esta é uma conta que raramente aparece publicada, porque exige colocar o preço do serviço avulso ao lado do preço do seguro. Ela usa o preço do meio das apólices que vendemos (R$ 333 por ano, ou R$ 0,91 por dia) e preços de mercado de 2026, todos com fonte e data no rodapé desta página.

Serviço contratado por conta própriaPreço de mercado em 2026Equivale a quantos dias de seguro
Chaveiro, abertura de porta residencialR$ 80 a R$ 250 (fechadura comum); R$ 200 a R$ 650 em tetra ou digital88 a 274 dias
Encanador, vazamento aparenteR$ 150 a R$ 500 (média de mercado: R$ 280)164 a 548 dias
Detecção de vazamento oculto (só o diagnóstico)R$ 200 a R$ 900219 a 986 dias
Eletricista, visita com diagnósticoR$ 80 a R$ 25088 a 274 dias
Desentupimento de coluna de esgotoR$ 300 a R$ 700 (hidrojateamento: R$ 450 a R$ 1.200)329 a 767 dias
Limpeza de caixa d’água residencialR$ 130 a R$ 900, conforme reservatório e fonte142 a 986 dias
Limpeza de ar-condicionado split (por aparelho)R$ 120 a R$ 500, conforme os BTUs132 a 548 dias
Dedetização de apartamentoR$ 150 a R$ 450 (média de mercado: R$ 230)164 a 493 dias
Conserto de máquina de lavarR$ 180 a R$ 900, conforme a peça197 a 986 dias
Conserto de geladeiraR$ 250 a R$ 1.400 (compressor no topo da faixa)274 a 1.535 dias
Instalação de suporte de TVR$ 100 a R$ 300 (teto ou drywall custam mais)110 a 329 dias

A parte honesta da conta. Não é qualquer chamado que sozinho passa de R$ 333. Um desentupimento simples de pia sai por R$ 150 a R$ 280; uma limpeza de caixa d’água pequena, por R$ 130 a R$ 233 na média de execução real de marketplace. Esses não pagam o seguro do ano sozinhos, e dizer o contrário seria chute.

O que a conta realmente mostra é outra coisa, e é mais forte: R$ 333 por ano é o preço de um único chamado de porte médio — e a apólice não dá um chamado, dá o pacote de assistências contratado ao longo de doze meses, com incêndio, queda de raio, explosão e as demais coberturas por cima.

Some a manutenção de rotina de uma casa num ano em que nada quebrou: uma limpeza de caixa d’água (R$ 233 a R$ 550), uma higienização de split (R$ 200 a R$ 350) e uma dedetização (R$ 150 a R$ 450). Dá R$ 583 a R$ 1.350 — de 1,7 a 4 vezes o preço da apólice do meio. Sem nenhuma emergência no meio.

Importante: número de acionamentos por ano, teto em reais por chamado e o que entra de peça estão definidos nas condições gerais de cada seguradora. Confira esses limites antes de contratar — é a parte que mais varia de apólice para apólice, e o que vale é a apólice contratada.

Um chamado de emergência pode custar mais que o seguro do ano inteiro.

A cotação é gratuita, leva um minuto e não obriga a nada. Ninguém vai te ligar.

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A parte do seguro que você usa no ano normal

Chaveiro trabalhando na fechadura de uma porta residencial

Segundo a Brasilseg, 65% dos acionamentos do seguro residencial são de assistência, não de grandes sinistros. É o dado que explica por que o seguro residencial deixou de ser apenas proteção contra tragédia: na maioria das casas, ele é usado no dia em que a chave ficou do lado de dentro, no dia em que o cano começou a pingar dentro da parede e no dia em que a máquina de lavar parou no meio do ciclo.

O pacote de assistência contratado é o que determina quais desses chamados você tem direito a fazer. Ele não é igual em todas as apólices.

O que o seguro residencial cobre, cobertura por cobertura

Chuva forte batendo na janela de uma casa, vista de dentro

A apólice residencial tem sempre três camadas: a cobertura básica, que é obrigatória e define a importância segurada do imóvel; as coberturas adicionais, que você escolhe e paga; e a assistência 24 horas, que é serviço e não indenização. Segundo a FenSeg (levantamento de 2023), as coberturas mais comercializadas no Brasil são incêndio, danos elétricos, vendaval, roubo e responsabilidade civil.

Abaixo estão as coberturas geralmente disponíveis no mercado. Nenhuma delas é automática: vale o que consta na apólice contratada, com os limites, franquias e definições das condições gerais da seguradora.

  • Incêndio, queda de raio e explosão

    É a cobertura básica, presente em toda apólice residencial. Cobre a destruição do imóvel e dos bens por fogo, descarga atmosférica direta e explosão, incluindo, em geral, os danos causados pelo combate ao fogo e pela fumaça. O valor contratado aqui é a importância segurada do imóvel e serve de base para o cálculo das demais coberturas.

  • Danos elétricos

    Cobre o dano a aparelhos, instalações e equipamentos causado por curto-circuito, oscilação de tensão, sobrecarga ou descarga atmosférica indireta. É a cobertura que paga o conserto completo, com peças, de TV, geladeira, ar-condicionado, portão eletrônico e placa de comando queimados por pico de energia. Costuma ter franquia e limite próprio em reais.

  • Roubo e furto qualificado de bens

    Cobre a subtração de bens com violência, grave ameaça ou com vestígio de arrombamento, escalada ou destruição de obstáculo. Furto simples, sem vestígio de entrada forçada, em regra fica de fora. Joias, relógios, obras de arte, dinheiro e itens de alto valor têm sublimite próprio ou exigem declaração prévia.

  • Vendaval, granizo, ciclone e impacto de veículos

    Cobre danos causados por ventos acima da velocidade definida nas condições gerais, queda de granizo, tornado, furacão e impacto de veículos terrestres ou queda de aeronaves. É a cobertura que responde por telhado destelhado, esquadria arrancada e muro derrubado por temporal.

  • Danos por água e vazamento de tubulação

    Cobre o dano causado pelo rompimento súbito e acidental de encanamentos, reservatórios e equipamentos hidráulicos — piso, parede, teto e bens atingidos —, normalmente incluindo o custo de quebrar e refazer a alvenaria para chegar ao trecho danificado. Não cobre a troca da rede hidráulica nem vazamento lento e progressivo.

  • Responsabilidade civil familiar

    Paga danos involuntários causados a terceiros por você, por quem mora com você e, em geral, pelos seus pets: o vazamento que atingiu o apartamento de baixo, o vaso que caiu sobre um carro, a mordida do cachorro. Abrange danos materiais e corporais, e em algumas apólices as despesas de defesa, até o limite contratado.

  • Quebra de vidros, espelhos e mármores

    Cobre a quebra acidental de vidros fixos, box, espelhos, mármores e granitos instalados no imóvel, com a substituição e a mão de obra. Costuma ter franquia e limite por evento. Quebra intencional e dano preexistente ficam de fora.

  • Alagamento, inundação e desmoronamento

    São coberturas adicionais, contratadas e pagas à parte, e as apólices costumam distinguir tecnicamente enchente, alagamento e inundação. Raramente estão presentes: no mercado brasileiro, só 10% das apólices incluem desmoronamento e menos de 1% incluem alagamento (FenSeg, levantamento de 2023). Quem mora em rua com histórico de alagamento precisa pedir essa cobertura pelo nome e conferir se ela foi emitida.

  • Perda ou pagamento de aluguel

    Cobre o custo de morar em outro lugar enquanto o imóvel sinistrado está inabitável, ou a perda do aluguel que o proprietário deixa de receber, conforme a modalidade contratada e pelo período máximo previsto na apólice. É uma das coberturas mais esquecidas e das que mais fazem falta depois de um incêndio ou alagamento.

  • Bens específicos: bicicleta, placa solar, equipamentos

    Bicicletas, patinetes, equipamentos eletrônicos portáteis, instrumentos musicais e sistemas de energia solar costumam exigir inclusão específica, com o valor do bem declarado na apólice. Sem essa inclusão, o item pode não estar coberto mesmo em sinistro de cobertura contratada. Se você tem placa solar, pergunte pelo nome.

O que o seguro residencial NÃO cobre

É a parte que raramente aparece nas páginas sobre seguro residencial — e a que você mais precisa ler antes de assinar. O eixo que explica quase toda negativa de sinistro é um só: o seguro paga o evento súbito, acidental e imprevisível. Ele não paga o problema que veio se formando.

Em regra, ficam de fora da apólice residencial:

  • Desgaste natural, envelhecimento e falta de manutenção — rachaduras antigas, corrosão de tubulação, telha vencida, motor de portão que parou de tanto abrir.
  • Infiltração lenta e umidade acumulada, incluindo bolha de pintura por falha de impermeabilização, calha entupida e mancha que apareceu ao longo dos meses.
  • Danos preexistentes e vício de construção — o problema que já existia antes da contratação, ou que decorre de erro de obra.
  • Furto simples, sem qualquer vestígio de arrombamento, escalada ou destruição de obstáculo.
  • Dinheiro em espécie, cheques, títulos, moedas e metais preciosos, salvo sublimite específico previsto na apólice.
  • Joias, relógios e obras de arte acima do limite contratado ou não declarados na contratação.
  • Atos intencionais do segurado, de familiares ou de quem reside no imóvel, e fraude na contratação ou no sinistro.
  • Imóvel desocupado por período superior ao previsto nas condições gerais — o prazo varia por seguradora e é uma das causas mais frequentes de negativa em casa de veraneio.
  • Falha mecânica, mau uso e aparelhos fora da idade máxima prevista no regulamento da assistência.
  • Eventos da natureza não contratados — enchente, alagamento, inundação, desmoronamento e tremor de terra só são cobertos se a cobertura adicional correspondente estiver na apólice.
  • Guerra, terrorismo, atos de autoridade pública e riscos nucleares.

Existe ainda o que não é exclusão, mas reduz o que você recebe: a franquia (ou participação obrigatória do segurado), que é o valor descontado de cada indenização, comum em danos elétricos, danos por água, vendaval e quebra de vidros. Uma apólice mais barata com franquia alta pode sair pior em sinistro pequeno do que uma um pouco mais cara com franquia baixa. Peça o valor da franquia de cada cobertura por escrito antes de fechar.

A lista definitiva é sempre a das condições gerais da apólice contratada. Se alguma seção desta página conflitar com o seu contrato, é o contrato que vale. Como corretora, nosso trabalho é justamente ler esse documento com você antes da assinatura — não depois do sinistro.

Caso a caso: quando cobre e quando não cobre

As dúvidas reais das pessoas não são “o que cobre”: são “o meu caso cobre?”. Abaixo estão as dez situações mais buscadas, resolvidas pela régua do súbito contra o gradual. Sempre sujeito ao que a apólice contratada de fato prevê.

SituaçãoCostuma ser coberto quandoCostuma ficar de fora quando
Infiltração na paredeVeio de rompimento súbito de cano, com danos por água contratada; ou de destelhamento por vendavalÉ umidade progressiva, falha de impermeabilização, calha entupida ou mancha antiga
Queda de muroFoi vendaval, granizo, raio ou impacto de veículo; atingiu terceiro (responsabilidade civil); ou há cobertura de desmoronamentoRachadura antiga, erosão, falta de manutenção, vício de construção — ou só existe a cobertura básica
Enchente e alagamentoA cobertura adicional de alagamento ou inundação foi contratada e a região é aceita pela seguradoraSó há a cobertura básica; ou o evento se enquadra na definição excluída das condições gerais
Placa solar danificadaO sistema foi declarado e incluído na apólice como bem específicoAs placas nunca foram informadas na contratação
Portão eletrônicoRaio, vendaval, impacto de veículo ou queima por dano elétrico contratadoO motor parou por desgaste, uso contínuo ou falta de manutenção
TV queimadaCurto, oscilação ou raio, com danos elétricos contratados; ou mão de obra pela assistência de linha marromTela quebrada por queda, mau uso, ou aparelho acima da idade máxima da assistência
Geladeira paradaPico de energia ou raio, com danos elétricos (conserto com peças); ou visita e mão de obra pela linha brancaDesgaste do compressor por tempo de uso; peça, na assistência, costuma ser por conta do cliente
Pintura danificadaÉ parte do reparo de um sinistro coberto (incêndio, vendaval, alagamento); ou cabe na assistência de pequenos reparosÉ repintura por desgaste, mofo crônico ou finalidade estética
Pragas e dedetizaçãoO pacote de assistência contratado inclui dedetização, dentro do número de acionamentos do anoCupim com dano estrutural, ou assistência não contratada — descupinização é serviço à parte
Sumiço de bens sem arrombamentoHouve violência, ameaça ou vestígio de arrombamento, escalada ou destruição de obstáculoFurto simples, sem vestígio — e bens de alto valor não declarados

Assistência 24 horas: os serviços, um por um

Técnico fazendo dedetização no rodapé de uma cozinha

A maior parte do conteúdo publicado sobre seguro residencial lista quatro assistências: chaveiro, encanador, eletricista e conserto de eletrodoméstico. O pacote real é bem maior — e é onde mora o valor de uso do produto, já que 65% dos acionamentos são de assistência (Brasilseg).

Abaixo, os serviços que costumam compor o pacote residencial. Cada seguradora define quais entram, quantas vezes por ano cada um pode ser acionado e qual o teto em reais por chamado — confira na proposta e nas condições gerais antes de contratar, porque é aqui que duas apólices de preço parecido se revelam diferentes. Em todos os casos, o que vale é o pacote descrito na apólice contratada.

  • Chaveiro e abertura de porta

    Perda, roubo ou quebra da chave na fechadura, e porta que trancou com a chave do lado de dentro. A assistência envia o profissional e cobre a abertura e, dentro do limite, o conserto ou a substituição da fechadura. Avulso, esse chamado custa de R$ 80 a R$ 250 numa fechadura comum e chega a R$ 650 numa tetra ou digital fora do horário comercial.

  • Encanador para vazamento

    Vazamento em tubulação aparente, torneira, registro ou caixa acoplada, com a mão de obra emergencial coberta dentro do teto. Avulso, o reparo de vazamento aparente sai de R$ 150 a R$ 500, e só a detecção de vazamento oculto com geofone custa de R$ 200 a R$ 900 antes de qualquer conserto.

  • Eletricista

    Falta de energia por problema interno, curto-circuito, disjuntor que desarma, tomada ou ponto de luz sem funcionar. Cobre o reparo emergencial que devolve a energia ao imóvel. Avulso, uma visita técnica com diagnóstico custa de R$ 80 a R$ 250, e a diária de um eletricista vai de R$ 300 a R$ 700.

  • Desentupimento

    Pia, ralo, vaso sanitário, caixa de gordura e coluna de esgoto entupidos. É um dos chamados mais caros do mercado avulso: R$ 250 a R$ 500 no esgoto externo, R$ 300 a R$ 700 na coluna e R$ 450 a R$ 1.200 quando exige hidrojateamento. Boa parte das desentupidoras cobra por metro linear, o que faz a conta subir rápido.

  • Conserto de eletrodoméstico (linha branca)

    Geladeira, freezer, fogão, forno, máquina de lavar, lava-louças e micro-ondas. Em geral a assistência cobre a visita e a mão de obra, com as peças por conta do cliente, e há limite de idade do aparelho. Avulso, o conserto de uma máquina de lavar custa de R$ 180 a R$ 900 e o de uma geladeira de R$ 250 a R$ 1.400, fora a taxa de visita de R$ 80 a R$ 180.

  • Conserto de eletrônicos (linha marrom)

    TV, home theater, aparelho de som e receptores. Mesma lógica da linha branca: costuma cobrir a mão de obra, não a peça. Quando a causa foi elétrica — pico de tensão, curto, raio —, quem pode pagar o conserto completo é a cobertura de danos elétricos, e não a assistência. Vale conferir qual das duas está na apólice.

  • Limpeza de caixa d'água

    Serviço de manutenção essencial para a saúde da casa e que quase ninguém faz na frequência certa. No mercado avulso, custa de R$ 130 a R$ 580 numa caixa residencial, com tabelas de referência nacional indo de R$ 550 a R$ 900. Uma única limpeza pode custar mais que a apólice do meio que vendemos (R$ 333 por ano).

  • Limpeza de ar-condicionado

    Higienização do split, por aparelho. Avulso, sai de R$ 200 a R$ 350 num 9.000 a 12.000 BTUs, R$ 260 a R$ 400 num 18.000 e R$ 320 a R$ 500 num 30.000. Quem tem dois ou três aparelhos multiplica a conta — e é por isso que essa assistência costuma render mais do que o cliente espera.

  • Dedetização

    Controle de baratas, formigas, aranhas, pulgas e traças, com número de acionamentos por ano definido em contrato. Avulso, um apartamento de 1 a 2 quartos custa de R$ 150 a R$ 300 e um de 2 a 3 quartos de R$ 250 a R$ 450, com média de mercado em torno de R$ 230. Cupim com dano estrutural costuma ficar fora: a descupinização de um apartamento de 2 a 3 quartos custa a partir de R$ 1.450.

  • Emergência pet

    Atendimento veterinário emergencial, transporte do animal e, em alguns pacotes, hospedagem em caso de internação do dono. É um dos serviços que mais variam de seguradora para seguradora — em algumas é padrão, em outras é pacote pago à parte.

  • Cobertura provisória de telhado e vidraceiro

    Depois de vendaval ou quebra de vidro, a assistência instala a proteção provisória que impede o dano de crescer até a chegada do reparo definitivo. É um serviço de contenção: ele evita que a chuva da noite seguinte transforme um prejuízo pequeno em um grande.

  • Pequenos serviços domésticos

    Instalação de varal, ventilador de teto, prateleira, quadros, cortina e suporte de TV, dentro do número de acionamentos e do teto previstos. Só a instalação de um suporte de TV custa de R$ 100 a R$ 300 avulsa — mais em parede de drywall ou suporte de teto.

Danos elétricos: a diferença entre a assistência e a cobertura

Eletricista fazendo manutenção em um quadro de energia residencial

É a confusão mais cara do produto. Quando a geladeira para, você tem dois caminhos possíveis e eles pagam coisas diferentes.

A assistência de linha branca ou linha marrom manda um técnico e paga a visita e a mão de obra; a peça, em geral, fica por sua conta, e há limite de idade do aparelho. Já a cobertura de danos elétricos é indenização de verdade: se a causa foi curto-circuito, oscilação de tensão, sobrecarga ou descarga atmosférica, ela pode pagar o conserto completo com peças — ou a indenização do aparelho — descontada a franquia e respeitado o limite contratado.

Por isso a pergunta certa na contratação não é “tem assistência para eletrodoméstico?”, e sim “qual o limite da cobertura de danos elétricos e qual a franquia dela?”. Uma queima generalizada depois de um raio na rua atinge TV, geladeira, roteador, portão e ar-condicionado de uma vez. É nessa hora que o limite escolhido aparece. O que vale, sempre, é a apólice contratada.

Casa, apartamento ou imóvel alugado: o que muda

Entrega da chave de uma casa, em close nas mãos

O seguro residencial é o mesmo ramo, mas o risco e o que precisa ser protegido mudam bastante conforme a sua situação. É por aqui que a conversa deveria começar — e não pelo nome comercial do plano. Em todos os perfis abaixo, as coberturas citadas valem conforme a apólice efetivamente contratada.

  • Casa própria

    É o caso com maior exposição: telhado, muro, portão, área externa, quintal e, muitas vezes, placa solar e caixa d’água própria. Ganham peso as coberturas de vendaval, impacto de veículo, desmoronamento e danos elétricos, além da responsabilidade civil por muro ou árvore que atinja o vizinho. A importância segurada considera o custo de reconstrução do imóvel inteiro, o que costuma elevar o prêmio.

  • Apartamento próprio

    O ponto que muda a decisão: o seguro obrigatório do condomínio protege a estrutura e as áreas comuns, não o interior da sua unidade nem os seus bens. Dentro do apartamento, quem responde é a sua apólice. As coberturas que mais fazem diferença são danos elétricos, danos por água (vazamento que atinge o vizinho de baixo) e responsabilidade civil familiar, inclusive por danos causados por pets.

  • Quem mora de aluguel

    São três produtos diferentes. O seguro incêndio da locação protege o imóvel do proprietário e é obrigação que o contrato quase sempre transfere ao inquilino. O seguro fiança substitui o fiador e garante o aluguel ao proprietário. E o seguro residencial do inquilino é o único que protege os seus pertences e responde por danos que você cause a terceiros. A apólice do dono não cobre os bens de quem mora no imóvel.

  • Casa de praia ou de veraneio

    Imóvel que fica desocupado por longos períodos tem regra específica, e essa é uma das causas mais comuns de negativa de sinistro: a maioria das apólices define um prazo máximo de desocupação, acima do qual a cobertura pode ser suspensa ou reduzida. Se o imóvel é de uso eventual, isso precisa ser declarado na contratação — e existe modalidade própria para esse perfil.

  • Imóvel financiado

    O financiamento imobiliário exige o seguro habitacional, com MIP (morte e invalidez, que quita o saldo devedor) e DFI (danos físicos ao imóvel). É obrigatório, mas não precisa ser o do banco: é possível apresentar apólice de outra seguradora autorizada pela SUSEP, desde que ela atenda às exigências de cobertura do contrato. E atenção: o habitacional protege a estrutura e a dívida, não os seus móveis, eletrodomésticos e eletrônicos.

  • Quem trabalha em casa

    Home office com equipamento caro, estoque de produtos, atendimento de clientes no imóvel ou atividade profissional exercida na residência mudam o risco e podem escapar da apólice residencial padrão — inclusive na responsabilidade civil, que costuma excluir danos decorrentes de atividade profissional. Declare a atividade na contratação; é o que evita a discussão no sinistro.

Vale a pena? O que os números do setor dizem

Apenas 17% das residências brasileiras têm seguro residencial (CNseg, 2026, com base no Censo do IBGE e em dados da FenSeg). Mais de oito em cada dez casas do país estão sem cobertura — um índice baixo mesmo para o padrão brasileiro de proteção patrimonial: o seguro de automóvel, muito mais popular, cobre 29% da frota nacional (CNseg, com dados de frota de dezembro de 2024).

A cobertura vem crescendo, mas de uma base baixa: o índice de penetração saiu de 13,6% em 2017 para 17% em 2021, o equivalente a 12,7 milhões de residências seguradas e 2,8 milhões de novas casas protegidas no período (FenSeg, levantamento publicado em 2023 com dados de 2021). E é desigual: Sul 29,7%, Sudeste 22,3%, Centro-Oeste 12,9%, Nordeste 7% e Norte 4,6%. Entre os estados, Rio Grande do Sul lidera com 38,6%, seguido de São Paulo com 29%, Santa Catarina com 27,1%, Paraná com 22,7% e Distrito Federal com 21,8% (FenSeg, dados de 2021).

Também não é produto de mansão, ao contrário do que a maioria imagina: entre quem tem seguro residencial no Brasil, 31% são classe C e 27% são classe D — 58% somados —, e 41% têm mais de 56 anos (CNseg, 2026). Isso conversa diretamente com o preço que praticamos: metade das apólices residenciais que vendemos custa até R$ 333 por ano.

O mercado, por sua vez, está crescendo rápido. Os prêmios do seguro residencial saíram de R$ 4,48 bilhões em 2022 para R$ 6,66 bilhões em 2025, alta de 49,22%, e o ramo arrecadou R$ 1,73 bilhão só no primeiro trimestre de 2026, 10,5% acima do mesmo período de 2025 (dados da SUSEP divulgados pela ABECIP em junho de 2026). A FenSeg registra alta de 11,0% no residencial em 2025, e o Boletim da SUSEP de julho de 2026 mostra R$ 7,50 bilhões acumulados no segmento compreensivo, que reúne residencial, empresarial e condominial.

A ressalva que importa mais que todos esses números: o seguro só vale a pena se as coberturas certas estiverem contratadas. De nada adianta ter apólice se o seu risco principal é alagamento e a sua apólice não tem cobertura de alagamento — situação de mais de 99% das apólices do país na última estimativa da FenSeg (dados de 2021, divulgados em 2023). É exatamente aí que a escolha da cobertura, e não a escolha da marca, decide se o seguro vai servir para alguma coisa.

O que a apólice está protegendo de verdade

Família reunida na cozinha de casa

A conversa sobre seguro residencial costuma girar em torno de incêndio, e incêndio é raro. O que não é raro é o conjunto de coisas que atrapalham a vida de uma família num ano comum: o curto que levou a geladeira cheia, a chave perdida às onze da noite, o cano que estourou dentro da parede da cozinha, o vizinho de baixo batendo na porta por causa de uma mancha no teto.

A apólice certa é aquela que responde aos riscos do seu imóvel — não a mais cara nem a mais barata. Por isso a primeira pergunta de uma boa cotação não é sobre plano, é sobre a sua casa: tipo, metragem, bairro, quantos aparelhos, se tem placa solar, se a rua já alagou, quanto tempo o imóvel fica vazio. O resto é consequência.

As 8 seguradoras com que trabalhamos no residencial

No Brasil, 61 seguradoras comercializam seguro residencial (FenSeg, levantamento de 2023). A Blue Stripes Corretora trabalha com oito delas neste ramo, o que permite rodar a mesma configuração de coberturas em várias tarifas diferentes e comparar preço com preço — e não preço com promessa.

  • Porto Seguro
  • Bradesco
  • Allianz
  • Tokio Marine
  • Zurich
  • HDI
  • Mapfre
  • Yelum

Uma observação de método, para você cobrar de qualquer corretor: não publicamos aqui uma tabela comparando cobertura por cobertura entre essas oito seguradoras porque produto, limites e regras de assistência mudam por plano, por região e por vigência, e uma tabela desatualizada é pior que tabela nenhuma. A comparação que fazemos é feita na hora da cotação, com as condições gerais vigentes de cada uma e com as suas informações de imóvel. Peça o comparativo por escrito, com limites e franquias lado a lado — é o documento que realmente decide.

A Blue Stripes Corretora é corretora de seguros, registrada na SUSEP sob o nº 202068020 (CNPJ 07.815.054/0001-54). Quem emite a apólice, aceita o risco, regula o sinistro e paga a indenização é a seguradora escolhida. Nosso papel é montar a cobertura certa, comparar as propostas e acompanhar o cliente também depois da venda, inclusive no sinistro.

  • Porto Seguro
  • Bradesco Seguros
  • Allianz
  • Tokio Marine
  • Zurich
  • HDI Seguros
  • Mapfre
  • Yelum Seguros

Compare o seu seguro residencial nas oito seguradoras.

O corretor roda a mesma configuração de coberturas em todas e manda o comparativo por escrito no seu WhatsApp. Quer o preço na hora? A simulação online da Tokio Marine sai em poucos minutos.

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Como comparar propostas sem se enganar

Corretor de seguros ao telefone em escritório claro

Duas cotações de seguro residencial raramente são comparáveis do jeito que chegam. Antes de olhar o preço, iguale estes seis pontos:

  • Importância segurada do imóvel. Ela deve refletir o custo de reconstrução, não o valor de mercado nem o valor venal do IPTU. Segurar por menos barateia o prêmio hoje e reduz a indenização amanhã.
  • Importância segurada do conteúdo. Some móveis, eletrodomésticos, eletrônicos, roupas e itens de valor. A maioria das pessoas subestima esse número pela metade.
  • Quais coberturas estão de fato incluídas. “Disponível” não é “contratada”. Peça a relação do que foi emitido, com o limite em reais de cada uma.
  • Franquia e participação obrigatória do segurado em cada cobertura, em reais ou em percentual.
  • Pacote de assistência: quais serviços, quantos acionamentos por ano, qual o teto por chamado e se peça está incluída.
  • Reputação pós-venda. O painel e o ranking de reclamações da SUSEP são públicos e gratuitos, e mostram como a seguradora se comporta depois que o dinheiro entrou.

Quando os seis pontos estão iguais, a diferença de preço entre seguradoras aparece de verdade — e costuma ser relevante. Antes disso, comparar preço é comparar coisas diferentes.

Como acionar o seguro, passo a passo

Se for assistência 24 horas (chaveiro, encanador, eletricista, desentupimento, eletrodoméstico, dedetização, limpeza de caixa d’água ou de ar-condicionado):

  • Ligue para a central da seguradora ou abra o chamado pelo aplicativo, com o número da apólice em mãos.
  • Informe o endereço exato do imóvel segurado e descreva o problema.
  • Aguarde o prestador enviado pela seguradora. Contratar por conta própria e pedir reembolso depois, em regra, não funciona.
  • Confirme no ato se o serviço está dentro do limite do seu pacote e se haverá alguma cobrança complementar.

Se for sinistro (incêndio, queda de raio, explosão, roubo, furto qualificado, vendaval, dano elétrico, dano por água, dano a terceiros):

  • Comunique a seguradora assim que descobrir o fato, pelos canais indicados na apólice.
  • Registre tudo antes de consertar: fotos e vídeos do dano, do ambiente e dos bens atingidos. Conserto feito antes da vistoria dificulta a comprovação.
  • Reúna a documentação: apólice, CPF, endereço, relato com data e hora, notas fiscais ou provas de propriedade dos bens, laudos técnicos e orçamentos de reparo.
  • Em roubo ou furto qualificado, registre boletim de ocorrência — é documento indispensável.
  • Acompanhe a regulação do sinistro, com vistoria ou análise documental, conforme o caso.

O prazo de resposta da seguradora e a lista de documentos exigidos estão nas condições gerais da apólice. Se a indenização for negada, peça a negativa por escrito e fundamentada — com esse documento você pode recorrer à ouvidoria da seguradora e registrar demanda na SUSEP. Como corretora, a Blue Stripes acompanha o processo ao lado do cliente; é parte do serviço, não um extra.

Sobre esta página e sobre quem a publica

Esta página é publicada pela Blue Stripes Corretora de Seguros (CNPJ 07.815.054/0001-54, registro SUSEP nº 202068020). Somos corretora: intermediamos a contratação e acompanhamos o cliente, mas quem assume o risco e paga a indenização é a seguradora que emitir a apólice.

Os dados de mercado citados aqui vêm de fontes públicas — SUSEP, CNseg e FenSeg — e estão listados no fim da página com data de publicação. Os preços de serviços avulsos são de pesquisa de mercado e servem como ordem de grandeza, não como orçamento.

As coberturas e assistências descritas são as praticadas no mercado brasileiro. O que vale para você é exatamente o que estiver escrito na sua apólice e nas condições gerais da seguradora que a emitir. Confirme cada item com o corretor antes de fechar.

Perguntas frequentes

Qual é o valor de um seguro residencial?

Nas apólices residenciais que a nossa corretora vendeu nos últimos 24 meses, metade custou até R$ 333 por ano — cerca de R$ 28 por mês, menos de R$ 1 por dia — e três em cada quatro custaram até R$ 562. Os valores dessa mesma base vão de menos de R$ 100 a pouco mais de R$ 3 mil por ano, porque o preço acompanha o custo de reconstrução do imóvel, a localização, o valor dos bens declarados e as coberturas escolhidas. É uma referência de ordem de grandeza, não uma média de mercado: o seu preço depende do imóvel.

Qual a média de valor de um seguro residencial?

Na nossa base, a média dos últimos 24 meses foi de R$ 487 por ano, mas a média engana: poucos imóveis grandes puxam o número para cima. O valor do meio foi de R$ 333 por ano, e é ele que descreve o cliente típico. A SUSEP divulga o volume de prêmios do segmento compreensivo, que reúne residencial, empresarial e condominial e somou R$ 7,50 bilhões de janeiro a julho de 2026 — e não uma média por apólice residencial.

Qual o melhor seguro para residencial?

Não existe um seguro residencial que seja o melhor para todo mundo, e desconfie de quem afirma isso sem mostrar critério. O que existe é a apólice mais adequada a um imóvel específico: casa ou apartamento, próprio ou alugado, ocupado o ano todo ou de veraneio, com ou sem placa solar, portão eletrônico, muro alto ou histórico de alagamento na rua. Para comparar com objetividade, olhe cinco coisas: quais coberturas estão de fato incluídas (e não só disponíveis), qual o limite em reais de cada uma, se há franquia ou participação obrigatória do segurado e de quanto, quantas vezes por ano cada assistência pode ser acionada e com que teto, e o histórico de reclamações da seguradora no painel público da SUSEP. A Blue Stripes Corretora trabalha com Porto Seguro, Bradesco, Allianz, Tokio Marine, Zurich, HDI, Mapfre e Yelum e compara as condições gerais vigentes de cada uma antes de indicar. No Brasil, 61 seguradoras comercializam o produto (FenSeg, levantamento de 2023).

Qual o melhor seguro residencial atualmente?

A resposta honesta é que a melhor apólice em 2026 depende do seu imóvel e do seu risco, não de um ranking fixo. Três verificações valem mais que qualquer lista: 1) leia as condições gerais da seguradora, que é o documento que manda no sinistro; 2) consulte o painel e o ranking de reclamações da SUSEP, que é público e gratuito, para ver como a seguradora se comporta depois da venda; 3) compare o preço com o mesmo conjunto de coberturas e os mesmos limites — cotação com cobertura diferente não é comparação, é ilusão. Uma corretora consegue rodar essa comparação com várias seguradoras de uma vez; a Blue Stripes trabalha com oito no ramo residencial: Porto Seguro, Bradesco, Allianz, Tokio Marine, Zurich, HDI, Mapfre e Yelum.

Vale a pena fazer um seguro residencial?

Vale quando o custo do seguro é menor que o custo de resolver sozinho os problemas que ele cobre — e, com preços de mercado de 2026, isso acontece com frequência. O custo típico fica em torno de R$ 333 no ano, que é o valor do meio das apólices que vendemos. Um desentupimento de coluna de esgoto custa de R$ 300 a R$ 700 avulso, uma limpeza de caixa d’água de R$ 130 a R$ 900 conforme a fonte e o reservatório, e o conserto de uma geladeira de R$ 250 a R$ 1.400. Ou seja: um único chamado de porte médio já equivale ao seguro do ano inteiro, e a apólice ainda leva junto incêndio, queda de raio, explosão e as demais coberturas contratadas. Segundo a Brasilseg, 65% dos acionamentos do seguro residencial são de assistência e não de grandes sinistros — é um produto que se usa no ano normal, não só na tragédia. Ainda assim, só vale a pena se as coberturas certas estiverem contratadas: apenas 17% das residências brasileiras têm seguro residencial (CNseg, 2026) e, entre as apólices vendidas no país, só 10% incluem desmoronamento e menos de 1% incluem alagamento (FenSeg, levantamento de 2023).

Vale a pena ter um seguro residencial para um apartamento?

Sim, e pelo motivo que a maioria dos moradores desconhece: o seguro obrigatório do condomínio protege a estrutura da edificação e as áreas comuns, não o interior da sua unidade nem os seus bens. Se um curto de energia queimar a TV e a geladeira do seu apartamento, se um vazamento na sua tubulação estragar o piso do apartamento de baixo, ou se houver furto com arrombamento na sua porta, o seguro do prédio não resolve — quem responde é a sua apólice, se ela existir e se tiver a cobertura correspondente. Em apartamento, as três coberturas que mais mudam de figura são danos elétricos, responsabilidade civil familiar (danos ao vizinho, inclusive causados por pets) e danos por água. O valor tende a ser menor que o de uma casa porque o custo de reconstrução considerado é o da unidade, e não o de um imóvel inteiro com telhado, muro e área externa. Em qualquer caso, o que vale é a apólice contratada e as condições gerais da seguradora.

O que inclui um seguro residencial?

A estrutura é sempre a mesma: cobertura básica, coberturas adicionais e assistência 24 horas. A básica quase sempre é incêndio, queda de raio e explosão — é ela que define a importância segurada do imóvel e a base de cálculo das demais. As adicionais mais comercializadas no Brasil são danos elétricos, vendaval, roubo e responsabilidade civil (FenSeg, levantamento de 2023), às quais se somam, conforme a seguradora, danos por água e vazamento de tubulação, quebra de vidros, alagamento e inundação, desmoronamento, impacto de veículos, perda ou pagamento de aluguel, bens de terceiros, bicicletas e equipamentos específicos como placa solar. A assistência 24 horas é o terceiro bloco e inclui, tipicamente, chaveiro, encanador, eletricista, desentupimento, conserto de eletrodoméstico, limpeza de caixa d’água, limpeza de ar-condicionado, dedetização, emergência pet e pequenos serviços como instalação de varal, ventilador de teto, prateleira e suporte de TV. Nada disso é automático: vale exatamente o que estiver listado na apólice contratada, com os limites e franquias descritos nas condições gerais.

O seguro residencial cobre roubo?

Pode cobrir, mas só se a cobertura de roubo e furto qualificado de bens tiver sido contratada — ela não faz parte da cobertura básica. E a distinção jurídica importa na hora do sinistro: roubo é a subtração com violência ou grave ameaça e costuma ser coberto; furto qualificado é aquele com vestígio de arrombamento, escalada ou destruição de obstáculo, e também costuma ser coberto; furto simples, aquele em que os bens somem sem qualquer vestígio de entrada forçada, em regra fica de fora. Além disso há limites por tipo de bem: joias, relógios, dinheiro em espécie, obras de arte e itens de alto valor normalmente têm sublimite próprio ou exigem contratação específica com declaração prévia. Boletim de ocorrência e comprovação de propriedade (nota fiscal, foto, manual) são o que sustenta a indenização. O que vale é a apólice contratada.

O que o seguro residencial NÃO cobre?

Esta é a pergunta que quase nenhuma página responde, e é a mais importante. Em regra, ficam de fora: desgaste natural, envelhecimento e falta de manutenção; infiltração lenta e umidade acumulada, incluindo bolha de pintura por falha de impermeabilização e calha entupida; danos preexistentes e vício de construção; furto simples, sem vestígio de arrombamento; dinheiro em espécie, cheques, títulos, moedas e metais preciosos fora de sublimite específico; joias e obras de arte acima do limite contratado ou não declaradas; atos intencionais do segurado, de familiares ou de quem mora no imóvel; imóvel desocupado por período superior ao previsto nas condições gerais; falha mecânica por uso contínuo, como o motor de portão que parou de tanto abrir; mau uso e aparelhos fora da idade máxima prevista na assistência; guerra, terrorismo e atos de autoridade pública; e eventos da natureza não contratados — enchente, alagamento, inundação, desmoronamento e tremor de terra só são cobertos se a cobertura adicional correspondente estiver na apólice. E ela raramente está: no mercado brasileiro, apenas 10% das apólices incluem desmoronamento e menos de 1% incluem alagamento (FenSeg, levantamento de 2023). O eixo que explica quase toda negativa é um só: o seguro paga o evento súbito, acidental e imprevisível; não paga o problema que veio se formando. A lista definitiva é sempre a das condições gerais da apólice contratada.

O que o seguro residencial cobre em caso de vazamento e infiltração?

A régua é a mesma que vale para o resto da apólice: súbito é coberto, gradual não é. O rompimento repentino de uma tubulação, com a cobertura de danos por água contratada, costuma cobrir o dano ao piso, à parede e ao teto, os bens atingidos, o custo de quebrar e refazer a alvenaria para chegar ao cano e, pela responsabilidade civil familiar, o prejuízo causado ao vizinho de baixo. Fora ficam o gotejamento lento, a umidade que subiu com o tempo, a mancha antiga, a falha de impermeabilização e a troca completa da rede hidráulica — o seguro repara o trecho danificado, não moderniza a instalação. Infiltração vinda de destelhamento por vendaval pode ser coberta pela cobertura de vendaval, se contratada. O que vale é a apólice contratada.

O seguro residencial cobre queda de muro?

Depende da causa e da cobertura contratada. Muro derrubado por vendaval, granizo, queda de raio ou impacto de veículo costuma ser coberto quando as coberturas correspondentes existem na apólice. Se o muro caiu sobre o carro ou sobre o terreno do vizinho, a responsabilidade civil familiar é que responde pelo dano a terceiro. Se caiu por instabilidade do solo, a cobertura aplicável é a de desmoronamento — adicional que, no mercado brasileiro, está em apenas 10% das apólices (FenSeg, levantamento de 2023). Não é coberta a queda por rachadura antiga, erosão progressiva, falta de manutenção ou vício de construção. Com apenas a cobertura básica (incêndio, raio e explosão), muro caído não tem cobertura nenhuma. O que vale é a apólice contratada.

O seguro residencial cobre enchente e desastres naturais?

Não por padrão. Vendaval, granizo, ciclone, tornado, alagamento, inundação e desmoronamento são coberturas adicionais, contratadas e pagas à parte — e as apólices costumam distinguir tecnicamente enchente, alagamento e inundação, com definições que variam de seguradora para seguradora. Terremoto e maremoto em geral ficam fora, e algumas regiões têm restrição de aceitação para alagamento. O dado de mercado mostra o tamanho do problema: menos de 1% das apólices vendidas no Brasil têm cobertura de alagamento e só 10% têm desmoronamento (FenSeg, levantamento de 2023). Quem mora em rua com histórico de alagamento precisa pedir essa cobertura pelo nome e conferir se ela foi emitida na apólice — não basta supor que o seguro cobre. O que vale é a apólice contratada.

O seguro residencial cobre placa solar, portão eletrônico, TV e geladeira?

Placa solar: costuma exigir inclusão específica na apólice, com o valor do sistema declarado; sem isso, pode não estar coberta mesmo em sinistro de vendaval ou raio. Portão eletrônico: coberto quando o dano vem de evento previsto (raio, vendaval, impacto de veículo, alagamento) ou pela cobertura de danos elétricos; não coberto quando o motor simplesmente parou por desgaste, uso contínuo ou falta de manutenção. TV: pela cobertura de danos elétricos, se a queima veio de curto, oscilação de rede ou descarga atmosférica; pela assistência de linha marrom, costuma-se pagar a mão de obra do técnico, com as peças por conta do cliente — e tela quebrada por queda não é dano elétrico. Geladeira: pela assistência de linha branca, em geral só a visita e a mão de obra; pela cobertura de danos elétricos, o conserto com peças quando a causa foi pico de energia ou raio. Em todos os casos há limite de idade do aparelho e teto por acionamento nas condições gerais, e desgaste natural nunca entra. O que vale é a apólice contratada.

O seguro residencial cobre dedetização?

Dedetização não é cobertura de sinistro, é serviço de assistência 24 horas — quando incluído no pacote contratado. Onde existe, costuma valer para baratas, formigas, aranhas, pulgas e traças, com número limitado de acionamentos por ano e teto em reais por chamado. Cupim com dano estrutural em geral fica de fora, e a descupinização é um serviço à parte, bem mais caro: um apartamento de 2 a 3 quartos custa a partir de R$ 1.450 no mercado avulso. Para comparar: uma dedetização comum de apartamento custa de R$ 150 a R$ 450 avulsa, com preço médio de mercado em torno de R$ 230. Confirme na proposta se a dedetização está incluída, quantas vezes por ano e com que limite antes de contratar — o que vale é a apólice contratada.

O que é assistência 24 horas no seguro residencial?

É o pacote de serviços emergenciais e de manutenção que a seguradora coloca à disposição do imóvel, acionável por telefone ou aplicativo a qualquer hora. No residencial — e não confunda com a assistência do seguro de automóvel, que é guincho, pane seca e carro reserva — os serviços típicos são chaveiro e abertura de porta, encanador para vazamento, eletricista, desentupimento, conserto de eletrodoméstico (linha branca e linha marrom), limpeza de caixa d’água, limpeza de ar-condicionado, dedetização, cobertura provisória de telhado, vidraceiro, emergência pet e pequenos serviços como instalação de varal, ventilador de teto, prateleira e suporte de TV. Cada serviço tem regra própria: número de acionamentos por ano, teto em reais por chamado e, no caso dos eletrodomésticos, quase sempre mão de obra sim e peça não. É a parte do seguro que mais se usa: segundo a Brasilseg, 65% dos acionamentos do seguro residencial são de assistência e não de grandes sinistros. O que vale, em cada caso, é o pacote descrito na apólice contratada.

Qual seguro residencial oferece assistência 24 horas?

Todas as seguradoras que operam o ramo residencial no Brasil oferecem algum pacote de assistência 24 horas — inclusive as oito com que a Blue Stripes Corretora trabalha: Porto Seguro, Bradesco, Allianz, Tokio Marine, Zurich, HDI, Mapfre e Yelum. A diferença não está em ter ou não ter, e sim no conteúdo do pacote: quantos serviços entram, quantas vezes por ano cada um pode ser acionado, qual o teto em reais por chamado e se a peça está incluída ou só a mão de obra. Dois seguros com preço parecido podem ter pacotes bem diferentes, e isso só aparece nas condições gerais. Peça a comparação desses limites antes de decidir, não depois.

Quais são os seguros obrigatórios quando se fala de imóvel?

O seguro residencial comum não é obrigatório: contratar é escolha do morador. Obrigatórios, no contexto de imóvel, são outros três. Primeiro, o seguro habitacional do financiamento imobiliário, que reúne MIP (morte e invalidez permanente, que quita o saldo devedor) e DFI (danos físicos ao imóvel) — exigido por lei em qualquer financiamento imobiliário. Segundo, o seguro do condomínio, obrigatório para a edificação, que protege a estrutura e as áreas comuns e não cobre o interior das unidades nem os bens dos moradores. Terceiro, o seguro incêndio da locação, que a Lei do Inquilinato coloca como obrigação do proprietário, mas que o contrato de aluguel quase sempre transfere ao inquilino. Se a sua busca era pelos três seguros obrigatórios de transporte rodoviário de carga (RCTR-C, RC-DC e RC-V), esses são regulados pela ANTT e não têm relação com imóvel.

Seguro residencial é obrigatório no financiamento? Dá para trocar o seguro do banco?

O seguro habitacional é obrigatório em qualquer financiamento imobiliário, com as coberturas de MIP e DFI. O que muita gente não sabe é que você não é obrigado a contratá-lo com o banco que concedeu o crédito: é possível apresentar apólice de outra seguradora autorizada pela SUSEP, desde que ela atenda às coberturas e aos limites exigidos pelo contrato de financiamento. Na prática, o caminho é pedir ao banco as exigências mínimas de cobertura, cotar a apólice equivalente no mercado, apresentar a proposta para aceite e só então cancelar a anterior, sem deixar intervalo sem cobertura. Vale lembrar que o seguro habitacional protege o imóvel como estrutura e o saldo devedor — ele não é o mesmo produto que o seguro residencial, que protege os bens dentro de casa, responde por danos a terceiros e dá assistência 24 horas.

O que é responsabilidade civil familiar no seguro residencial?

É a cobertura que paga danos involuntários causados a terceiros por você, pelas pessoas que moram com você e, em geral, pelos seus animais de estimação. Os exemplos mais comuns são o vazamento que estragou o apartamento de baixo, o vaso que caiu da varanda sobre um carro, o cachorro que mordeu alguém e o galho ou muro que atingiu o vizinho. Costuma abranger danos materiais e corporais e, em algumas apólices, despesas de defesa. O círculo de protegidos normalmente inclui cônjuge, filhos menores e empregados domésticos no exercício da função. Não cobre dano intencional, dano ao seu próprio patrimônio nem responsabilidade decorrente de atividade profissional exercida no imóvel, salvo contratação específica. O limite em reais e o alcance exato estão nas condições gerais da apólice contratada.

O que é linha branca e linha marrom no seguro residencial?

São os dois grupos em que as assistências dividem os eletrodomésticos. Linha branca é o equipamento de uso doméstico pesado: geladeira, freezer, fogão, forno, máquina de lavar roupa, lava-louças, micro-ondas e, em algumas apólices, ar-condicionado. Linha marrom é o grupo de áudio, vídeo e entretenimento: televisão, home theater, aparelho de som, receptor e, em alguns planos, videogame. A separação existe porque o técnico é diferente e as regras também. Na maioria das assistências, o que está incluído é a visita e a mão de obra do reparo, com as peças por conta do cliente; costuma haver limite de idade do aparelho e teto de valor por acionamento. Quando a causa do defeito é elétrica — pico de energia, curto ou raio —, quem pode pagar o conserto completo é a cobertura de danos elétricos, não a assistência. Confira qual das duas está na sua apólice.

Existe franquia no seguro residencial?

Sim, em várias coberturas. Franquia é o valor que fica por conta do segurado em cada sinistro; a seguradora paga o que passar disso. É comum haver franquia em danos elétricos, danos por água, vendaval e quebra de vidros, e ela pode ser expressa em valor fixo ou como percentual do prejuízo, com um mínimo. Há também a POS (participação obrigatória do segurado), que funciona na mesma lógica. Isso muda a comparação entre propostas: uma apólice mais barata com franquia alta pode sair pior em um sinistro pequeno do que uma um pouco mais cara com franquia baixa. Antes de contratar, peça o valor da franquia de cada cobertura por escrito — essa informação consta da apólice e das condições gerais, e um bom corretor apresenta esses números sem que você precise insistir.

Como calcular o valor de um seguro residencial?

O cálculo parte do custo de reconstrução do imóvel, não do valor de mercado nem do valor venal do IPTU — um apartamento caro em bairro valorizado pode custar menos para reconstruir do que uma casa grande em bairro barato, e é a reconstrução que a seguradora precisa bancar em caso de sinistro total. Sobre essa importância segurada do imóvel, aplicam-se percentuais para as coberturas adicionais (conteúdo, danos elétricos, roubo, responsabilidade civil) e entram os fatores de risco: tipo de imóvel (casa ou apartamento), localização, se é residência habitual ou de veraneio, se fica desocupado por longos períodos, existência de proteções e o histórico de sinistros da região. Não existe fórmula pública única — cada seguradora tem a sua tarifa. O que dá para fazer é ancorar a expectativa: na nossa base, metade das apólices dos últimos 24 meses custou até R$ 333 por ano, com valores de menos de R$ 100 a pouco mais de R$ 3 mil conforme o imóvel e as coberturas. A cotação com as oito seguradoras parceiras mostra onde o seu caso cai dentro dessa faixa.

Qual seguro residencial é mais barato?

Comparar o preço sem comparar a cobertura é o erro mais caro do setor. Anúncios de mensalidade baixa costumam se referir a planos com a cobertura básica (incêndio, raio e explosão), importância segurada reduzida, poucas assistências e franquias mais altas — o que é legítimo, desde que o comprador saiba o que está levando. A comparação correta é entre propostas com as mesmas coberturas, os mesmos limites e as mesmas franquias, e aí a diferença de preço entre seguradoras aparece de verdade. Para referência de ordem de grandeza: metade das apólices que vendemos custa menos de R$ 1 por dia, e a diferença entre a proposta mais barata e a mais cara para o mesmo imóvel costuma ser grande. Uma corretora consegue rodar a mesma configuração em várias seguradoras ao mesmo tempo; foi para isso que a profissão existe.

Quanto custa o seguro de um apartamento?

Em apartamento, o custo de reconstrução considerado é o da unidade, sem telhado, muro e área externa, e por isso o prêmio tende a ficar na parte de baixo da faixa. Nas apólices residenciais que vendemos, o valor do meio foi de R$ 333 por ano, com valores de menos de R$ 100 a pouco mais de R$ 3 mil, variando conforme metragem, localização, valor dos bens declarados e coberturas escolhidas. Vale reforçar o ponto que muda a decisão: o seguro obrigatório do condomínio cobre estrutura e áreas comuns, não o que está dentro do seu apartamento. A apólice do morador é o que responde por danos elétricos nos eletrodomésticos, furto qualificado, danos por água e prejuízo causado ao vizinho, sempre conforme as coberturas efetivamente contratadas.

Preciso de seguro se moro de aluguel?

São três produtos diferentes e eles se confundem o tempo todo. O seguro incêndio da locação, exigido pelo contrato de aluguel, protege o imóvel — o patrimônio do proprietário. O seguro fiança locatícia substitui o fiador e garante ao proprietário o recebimento do aluguel. O seguro residencial do inquilino é o único que protege os seus pertences: móveis, eletrodomésticos, eletrônicos e roupas, além de responder por danos que você cause a terceiros e dar acesso à assistência 24 horas. A apólice contratada pelo proprietário não cobre os bens de quem mora no imóvel. Quem aluga costuma pagar menos porque a importância segurada é a do conteúdo, e não a da reconstrução da estrutura. Em todos os casos, o que vale é a apólice contratada e as condições gerais da seguradora.

Como acionar o seguro residencial?

Separe o que é assistência do que é sinistro. Assistência 24 horas (chaveiro, encanador, eletricista, desentupimento, eletrodoméstico) se aciona pela central da seguradora ou pelo aplicativo, com o número da apólice em mãos; o prestador é enviado pela seguradora e você não deve contratar ninguém por conta própria esperando reembolso, porque em geral não há. Sinistro (incêndio, raio, roubo, vendaval, dano elétrico, dano por água) se comunica à seguradora assim que o fato é descoberto e exige documentação: apólice, CPF, endereço, relato com data e hora, fotos e vídeos do dano antes de qualquer conserto, notas fiscais ou provas de propriedade dos bens, boletim de ocorrência em caso de roubo ou furto qualificado e orçamentos de reparo. Depois vem a regulação do sinistro, com vistoria ou laudo. O prazo de resposta da seguradora e a documentação exigida estão nas condições gerais da apólice. Se a indenização for negada, peça a negativa por escrito e fundamentada — com esse documento você pode recorrer à ouvidoria da seguradora e registrar demanda na SUSEP. Como corretora, a Blue Stripes acompanha o processo do lado do cliente.

Como cancelar ou trocar de seguro residencial?

O cancelamento é um direito do segurado e se pede à seguradora ou ao corretor, por escrito. Quando a apólice é cancelada antes do fim da vigência, costuma haver devolução proporcional do prêmio não decorrido, conforme a regra prevista nas condições gerais. O erro mais comum é cancelar antes de contratar o substituto e ficar com um intervalo sem cobertura — e sinistro não avisa a hora em que acontece. O procedimento seguro é: cotar a nova apólice, conferir se as coberturas e limites são iguais ou melhores, emitir a nova com início de vigência colado ao fim da anterior e só então formalizar o cancelamento. Se o seguro é o habitacional atrelado ao financiamento, confira primeiro as exigências de cobertura do contrato com o banco. Uma corretora pode conduzir a troca para você — é o mesmo trabalho de uma cotação nova, com o cuidado extra das datas.

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Fontes desta página

Preço das apólices: base própria da Meu Seguro Mais Barato — apólices residenciais emitidas entre setembro de 2024 e setembro de 2026, valor total pago pelo cliente no ano. Valor do meio (mediana) de R$ 333; um quarto custou até R$ 223 e três quartos até R$ 562; média de R$ 487.

Preços de serviços avulsos: pesquisa de mercado de 2026, fontes citadas no texto. · Penetração do seguro residencial: CNseg — Confederação Nacional das Seguradoras, “Levantamento inédito da CNseg revela quem é o consumidor de seguros no Brasil”, publicado em 13/07/2026 (17% das residências brasileiras; perfil por classe social e por faixa etária; comparação com a frota segurada de automóveis, dados da Senatran de dezembro de 2024). · Série histórica e recorte regional: FenSeg — Federação Nacional de Seguros Gerais, “Contratação do seguro residencial no Brasil cresce 25% em quatro anos”, publicado em 03/11/2023, com dados de 2017 a 2021 (13,6% em 2017 e 17% em 2021; 12,7 milhões de residências seguradas em 2021; Sul 29,7%, Sudeste 22,3%, Centro-Oeste 12,9%, Nordeste 7%, Norte 4,6%; RS 38,6%, SP 29%, SC 27,1%, PR 22,7%, DF 21,8%; 10% das apólices com desmoronamento e menos de 1% com alagamento; coberturas mais comercializadas; 61 seguradoras no ramo). · Crescimento do ramo em 2025: FenSeg/CNseg, “Seguros de danos e responsabilidades crescem 7,5% em 2025”, publicado em 25/03/2026 (residencial +11,0%). · Volume de prêmios do segmento compreensivo (residencial, empresarial e condominial): SUSEP — Boletim Susep de julho de 2026, Tabela 4, acumulado de janeiro a julho de 2026 (R$ 7,50 bilhões, 9% dos prêmios de danos, +5,39% nominal). · Prêmios do residencial isolado (R$ 4,48 bilhões em 2022 e R$ 6,66 bilhões em 2025; R$ 1,73 bilhão no 1º trimestre de 2026): dados da SUSEP divulgados pela ABECIP em 08/06/2026 — número não conferido por nós na base primária do SES/SUSEP. · Proporção de acionamentos de assistência (65%): Brasilseg, citada pela ABECIP em junho de 2026; é dado de seguradora, não de órgão oficial. · Preços de serviço avulso de 2026: chaveiro — Cronoshare (atualizado em 01/01/2026), Chaveiro Sampa (18/07/2026) e tabelas de chaveiros regionais de 2026; encanador — Achei o Profissional (15/04/2026), Triider e Prummo (01/04/2026); eletricista — Workfly (12/09/2026), Engehall (19/05/2026) e Triider; desentupimento — Socorro Desentupidora (13/04/2026), Unihands (11/04/2025) e Desentupidora Oroch (2026); limpeza de caixa d’água — Triider, Cronoshare (atualizado em 05/01/2026), GetNinjas e Off Pragas (18/08/2025); limpeza de ar-condicionado — Watt Soluções (02/06/2026), Refrimaq (29/08/2026), Revista Oeste (22/04/2026) e Trice Brasil (16/08/2025); dedetização — Desinsecta (2026), Triider, Toyama Dedetizadora e tabelas de descupinização de 2026; conserto de eletrodoméstico — Refrimaq (29/08/2026) e assistências técnicas regionais (2025 e 2026); instalação de suporte de TV — Cronoshare (atualizado em 09/02/2026), GetNinjas, Triider e Leroy Merlin. · Regras de cobertura, exclusões, franquia, limites de assistência e definições de linha branca e linha marrom: condições gerais das seguradoras parceiras, que prevalecem sobre qualquer resumo desta página. · Consulta pública de reclamações por seguradora: painel e ranking de reclamações da SUSEP (gov.br/susep).

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